terça-feira, 22 de abril de 2014

Mateus 15, 21-28

Evangelho segundo Mateus


Capítulo 15


Versículo 21: E, partindo Jesus dali, foi para as partes de Tiro e Sidom.

Versículo 22: E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada.

Versículo 23: Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós.

Versículo 24: E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa d'Israel.

Versículo 25: Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me.

Versículo 26: Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-los aos cachorrinhos.

Versículo 27: E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores.

Versículo 28: Então respondeu Jesus, e disse-lhe: Ó mulher! grande é a tua fé: seja isso feito para contigo conforme tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã.

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Uma mulher cananéia busca a ajuda de Jesus. Ela não era judia. Os judeus costumavam chamar os gentios (não judeus) de "cachorrinhos", pois consideravam que eles eram animais que não mereciam as bençãos de Deus.

A mulher cananéia sabia do preconceito com que os judeus a tratariam, pois a considerariam como um simples animal, indigna de receber o que quer que fosse da parte deles. Mesmo assim, insistiu para que Jesus ajudasse sua filha. O amor de mãe superou qualquer receio que pudesse ter.

Quando Jesus aparentemente a ignorou, ela continuou gritando, pedindo que Jesus a ajudasse.

Os discípulos de Jesus, compartilhando do desprezo do povo judeu para com os outros povos, pedem que Jesus a mande embora. Jesus fala a eles que a mensagem deve ser primeiro divulgada aos judeus, e que Ele ainda não deveria se dirigir aos outros povos.

A mãe, numa prova de fé em Jesus, diz que até mesmo os cachorrinhos comem as sobras de seu dono, ou seja, os povos não judeus poderiam receber o que não estivesse sendo aproveitado pelos judeus. Assim, vemos que os não judeus aceitam melhor a mensagem de Jesus do que o povo dEle. Isto permanece até os dias de hoje, pois os judeus continuam esperando o Messias prometido, enquanto o resto da humanidade reconhece que Jesus é o Messias.

Mais importante que reconhecer em Jesus aquele prometido para salvar o povo judeu, devemos aceitar que Ele tem o poder de salvar toda a humanidade. Para isso, devemos colocar os Seus ensinamentos em prática. Só isso é o suficiente para salvar a todos.


domingo, 20 de abril de 2014

Mateus 15, 10-20

Evangelho segundo Mateus


Capítulo 15


Versículo 10: E, chamando a si a multidão, disse-lhes: Ouvi e entendei:

Versículo 11: O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca isso é o que contamina o homem.

Versículo 12: Então, acercando-se dele os seus discípulos, disseram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo essas palavras, se escandalizaram?

Versículo 13: Ele, porém, respondendo, disse: Toda a planta que meu Pai celestial não plantou, será arrancada.

Versículo 14: Deixai-os: são condutores cegos: ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova.

Versículo 15: Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Explica-nos essa parábola.

Versículo 16: Jesus, porém, disse: Até vós mesmos estais ainda sem entender?

Versículo 17: Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora?

Versículo 18: Mas o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem.

Versículo 19: Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.

Versículo 20: São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem.

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No início do capítulo 15, escribas e fariseus perguntaram a Jesus o porquê de Seus discípulos não lavarem as mãos antes de comerem pão, conforme mandava a tradição judaica. Jesus respondeu que os escribas e os fariseus também descumpriam a lei de Deus, pois diziam que, se uma pessoa doasse ao Templo o que deveria ser destinado a seus pais, não haveria nenhum problema. Isso contrariava o mandamento de Deus, que mandava honrar pai e mãe.

Neste trecho, Jesus explica que o que pode contaminar o homem não é algo que está fora e entra em seu corpo, mas o que está dentro dele, seus sentimentos.

Os fariseus se preocupavam excessivamente com o cumprimento das regras e tradições, esquecendo-se da finalidade daquelas leis, que era ajudar os homens a se relacionarem com Deus.

Nos tempos de hoje, temos os modernos fariseus, que se preocupam em conhecer a fundo as doutrinas religiosas e são capazes de gastar horas e horas em discussão sobre qual a  interpretação correta de determinado assunto, sempre achando que a interpretação deles é a correta e que todos os outros estão errados. No Espiritismo, eles se dedicam a infindáveis palestras e a escreverem numerosos livros e artigos para convencerem os outros que só eles é que entendem de determinado assunto. Quando, porém, o assunto é colocar em prática o que sabem, deixam a desejar. São mestres em discussões sobre a teoria, mas a prática da caridade e de outros ensinamentos não é com eles.

Jesus diz que toda planta que Deus não plantou será arrancada. Assim, aqueles que se dizem os representantes da verdade, pois só eles compreendem e interpretam de maneira correta os ensinamentos de Deus, serão mais cedo ou mais tarde afastados.

Precisamos entender que os nossos sentimentos são o início de nossas atitudes. Por isso, devemos ter muito cuidado com o tipo de sentimento que vamos cultivar. Aqueles sentimentos que forem alimentados em nosso interior, certamente irão se transformar nas futuras ações nossas.

O estudo do Espiritismo é essencial, pois contribui para que a nossa ignorância a respeito da vida espiritual diminua. Porém, mais importante é o que fazemos com o nosso conhecimento. Não adianta saber muito e praticar nada. Melhor saber pouco e praticar todo o pouco que sabemos. Isso não deve ser desculpa para não estudarmos, mas um estímulo para irmos da teoria à prática, sem desculpas.

sábado, 12 de abril de 2014

Mateus 15, 1-9

Evangelho segundo Mateus


Capítulo 15


Versículo 1: Então chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo:

Versículo 2: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos quando comem pão.

Versículo 3: Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus pela vossa tradição?

Versículo 4: Porque Deus ordenou, dizendo: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, morra de morte.

Versículo 5: Mas vós dizeis: Qualquer que disser ao pai ou à mãe: É oferta ao Senhor o que poderias aproveitar de mim; esse não precisa honrar nem a seu pai nem a sua mãe,

Versículo 6: E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus.

Versículo 7: Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo:

Versículo 8: Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.

Versículo 9: Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.

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Os fariseus e os doutores da lei estavam sempre investigando cada atitude de Jesus e Seus discípulos. Faziam isso para mostrar ao povo que Ele não era o Messias que estavam aguardando, e que fora prometido no Antigo Testamento.

Séculos depois de receberem as leis dadas por Deus a Moisés, os fariseus acabaram por acrescentar muitas outras leis, que eles achavam que deveriam ter o mesmo valor das leis de Deus. Uma destas leis era a corbâ, que dizia que uma pessoa poderia doar ao templo o dinheiro destinado a sustentar seus pais. Com esta regra criada pelos fariseus, eles acreditavam não estar violando o mandamento de Deus, que mandava honrar pai e mãe, o que implicava em os proteger durante a velhice.

Por isso, Jesus repete as palavras do profeta Isaías, que criticou a hipocrisia da adoração a Deus que as pessoas praticavam.

Mais uma vez os fariseus se mostraram mais interessados em fazer com que as regras fossem cumpridas do que entenderem a vontade de Deus.

Precisamos ser cuidadosos em nosso relacionamento com Deus. A religião é apenas um instrumento para nos relacionarmos com Deus, não é o relacionamento em si. Ela apenas tenta apontar o caminho a ser seguido, não deve ser o nosso objetivo. O objetivo é nos relacionarmos com Deus, entendendo a vontade dEle. Podemos ter esse relacionamento de várias formas, mas o que vai importar de verdade é a nossa proximidade com nosso Criador, ao entendermos o porque de Ele ter nos criado, com que objetivo fez isso. Esse relacionamento íntimo e profundo só pode ser encontrado dentro de nós, embora a maioria das pessoas o busque apenas fora de si. A religião nos ajuda a encontrar o caminho, mas continua sendo algo que está do lado de fora. Deus só pode ser encontrado dentro de cada um.

domingo, 6 de abril de 2014

Mateus 14, 34-36

Evangelho segundo Mateus


Capítulo 14


Versículo 34: E, tendo passado para a outra banda, chegaram a Genesaré.

Versículo 35: E, quando os homens daquele lugar o conheceram, mandaram por todas todas aquelas terras em redor, e trouxeram-lhe todos os que estavam enfermos.

Versículo 36: E rogaram-lhe que ao menos eles pudessem tocar a orla do seu vestido; e todos os que a tocavam ficavam sãos.

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No trecho anterior, temos o relato de quando Jesus anda sobre as águas (Mateus 14, 22-33). Quando Jesus e seus apóstolos chegam à outra margem do lago.

Nos relatos de Mateus, no capítulo 13 (versículos 53 a 57), vemos que Jesus estava em Nazaré, cidade onde havia crescido. Muitos que o tinham visto crescer não conseguiam aceitar que Ele tinha autoridade para ensinar nas sinagogas, pois era filho de um simples carpinteiro. Por isso, Jesus pouco pode ajudar as pessoas desta cidade.

Em Genesaré, Jesus foi muito bem recebido. Quando souberam que estava na cidade, foram imediatamente em busca de todos os que estavam doentes para que fossem curados.

Através destes dos exemplos de como as pessoas reagiram à Jesus, podemos fazer uma reflexão em nossas vidas: como recebemos Jesus? Acreditamos que Ele não tem poder para realizar nenhum milagre ou chamamos todos para compartilhar das maravilhas que Ele pode fazer? Não podemos esquecer que Jesus pode fazer coisas incríveis em nossas vidas, mas para que isso aconteça Ele precisa da nossa permissão e aceitação.

Isto tem a ver com a maneira com que praticamos a nossa religião. Muitos se mostram excessivamente temerosos de desagradarem a sociedade. Negam serem espíritas. Negam até mesmo que estejam frequentando um Centro. Se o Espiritismo é algo tão bom, não temos o direito de deixar de compartilhar o bem que ele nos traz. Seria egoísmo de nossa parte, pois queremos o bem apenas para nós, esquecendo dos outros.

Entretanto, não devemos nos tornar aquela pessoa chata e fanática, que só sabe falar de Espiritismo e tenta fazer com que todos sejam adeptos da nossa religião.

Bom senso cabe em qualquer ocasião. Se notarmos algum interesse por pare das pessoas, podemos e devemos esclarecer sobre o Espiritismo, sem tentar sair convertendo a torto e a direito. Respeitar a crença dos outros é também um ato de caridade.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Mateus 14, 22-33

Evangelho segundo Mateus


Capítulo 14


Versículo 22: E logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco, e fosse adiante para a outra banda, enquanto despedia a multidão.

Versículo 23: E, despedida a multidão, subiu no monte para orar à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só.

Versículo 24: E o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário;

Versículo 25: Mas, à quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, caminhando por cima do mar.

Versículo 26: E os discípulos, vendo-o caminhar sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram, com medo.

Versículo 27: Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu, não temais.

Versículo 28: E respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas.

Versículo 29: E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus.

Versículo 30: Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me.

Versículo 31: E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste?

Versículo 32: E, quando subiram para o barco, acalmou o vento.

Versículo 33: Então aproximaram-se os que estavam no barco, e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus.

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Quando soube da morte de João Batista, Jesus resolveu ir até um local deserto para orar. Estava então próximo a Betsaida. Uma multidão estava com Ele, buscando ser curada. Jesus pede que a multidão vá embora e que Seus discípulos se desloquem para o outro lado do lago  (chamado de Mar da Galileia). Mais uma vez prefere ficar sozinho para poder orar.

Este lago era sujeito a temporais que se formavam sem aviso prévio. O barco onde os discípulos estavam começa a balançar violentamente por causa da chuva e dos ventos fortes.

Depois de orar, Jesus se dirige ao barco. Seus discípulos, que já  estavam apavorados por causa da tempestade, ficam com mais medo ainda ao ver alguém andando sobre o mar. Jesus, ao perceber o medo deles, diz quem é. Todos achavam que era um fantasma, e não acreditaram que era Jesus.

Pedro ficou em dúvida. Para Jesus provar que era Jesus, quis que fosse possível também  a ele andar sobre as águas. Jesus disse a Pedro: vem. No começo, Pedro até conseguiu andar sobre as águas, mas ficou com muito medo ao se dar conta do vento e das ondas. Daí, não teve jeito: começou a afundar. Pediu então que Jesus o socorresse.

Apesar de Pedro ter vacilado em sua confiança em Jesus, quando estava afundando afirmou que Jesus tinha o poder de o salvar.

Quando Jesus entrou no barco, o vento imediatamente cessou. Ao verem mais esse fenômeno, os discípulos reconheceram que Jesus era realmente uma pessoa diferente, especial, chamando-o de Filho de Deus.

Quando reencarnamos, deixamos Jesus orando e nos dirigimos às nossas missões. Nos momentos de maior necessidade, Jesus vem ao nosso encontro. Podemos ter a certeza de que Ele nunca vai nos abandonar.

Assim como Pedro, que teve a coragem de sair de um barco que, embora estivesse no meio da tempestade era mais seguro do que o mar, precisamos sair da nossa zona de conforto e nos dirigirmos a Jesus. Devemos ter a certeza de que nossa fé, mesmo sendo pequena, vai no guiar em direção a Jesus, que sempre vai estar lá para nos apoiar e impedir que nos afoguemos nos mares da vida, onde enfrentamos nossas tempestades. Portanto, vamos agir com fé e ter a certeza de que Jesus é o ponto de apoio no qual podemos confiar sempre.

terça-feira, 25 de março de 2014

Mateus 14, 13-21

Evangelho segundo Mateus


Capítulo 14


Versículo 13: E Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco para um lugar deserto, apartado; e, sabendo-o o povo, seguiu-o a pé desde as cidades.

Versículo 14: E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos.

Versículo 15: E, sendo chegada a tarde, os seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já avançada; despede a multidão, para que vão pelas aldeias, e comprem comida para si.

Versículo 16: Jesus, porém, lhes disse: Não é mister que vão: dai-lhe vós de comer.

Versículo 17: Então eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.

Versículo 18: E ele disse: Trazei-mos aqui.

Versículo 19: E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a erva, tomou os cinco pães e os dois peixes, e erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão.

Versículo 20: E comeram todos, e saciaram-se, e levantaram os pedaços, que sobejaram, doze alcofas cheias.

Versículo 21: E os que comeram foram quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças.

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Jesus, ao saber que João Batista havia sido morto por Herodes, vai a um local distante para poder ficar sozinho, em oração. Ao ver a multidão que O procurava, sentiu compaixão pelos que sofriam, e os curou.

Ao perceber que a multidão que estava ao seu redor estava com fome, Jesus a alimenta.

Neste pequeno trecho do Evangelho, vemos que Jesus promove dois milagres: alimenta o corpo e o espírito das pessoas que estava à Sua volta.

Muitas religiões procuram alimentar o espírito das pessoas. Fornecem a elas o pão espiritual, que sacia uma fome que muitas vezes é maior do que a fome que faz o estômago doer. Outras buscam saciar a fome do corpo, pois sabem que a barriga roncando não permite às pessoas prestarem atenção aos discursos.

Uns poucos abençoados conseguem saciar a fome do corpo e do espírito. Estes são os verdadeiros cristãos, pois entenderam a mensagem que Ele veio nos trazer.

Nós, que frequentamos um Centro ou qualquer outra religião, podemos e devemos participar dos grupos que trabalham em prol dos necessitados, pois o lema "fora da caridade não há salvação" se aplica bem neste caso.

Se no Centro o qual você frequenta ainda não existe um grupo de ajuda aos necessitados, seja um inovador: procure outras pessoas e inicie este trabalho. Um cristão precisa ter iniciativa e vontade de servir. Não espere as coisas acontecerem. Dê o primeiro passo.

domingo, 23 de março de 2014

Mateus 14, 1-12

Evangelho segundo Mateus


Capítulo 14


Versículo 1: Naquele tempo ouviu Herodes, o tetrarca, a fama de Jesus.

Versículo 2: E disse aos seus criados: Este é João Batista, ressuscitou dos mortos, e por isso estas maravilhas operam nele.

Versículo 3: Porque Herodes tinha prendido João, e tinha-o manietado e encerrado no cárcere por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe;

Versículo 4: Porque João lhe dissera: Não te é lícito possuí-la.

Versículo 5: E, querendo mata-lo, temia o povo; porque o tinham como profeta.

Versículo 6: Festejando´se, porém, o dia natalício de Herodes, dançou a filha de Herodias diante dele, e agradou a Herodes.

Versículo 7: Pelo que prometeu com juramento dar-lhe tudo o que pedisse;

Versículo 8: E ela, instruída previamente por sua mãe, disse: Dá-me aqui num prato a cabeça de João Batista.

Versículo 9: E o rei afligiu-se, mas, por causa do juramento, e dos que estavam à mesa com ele, ordenou que se lhe desse.

Versículo 10: e mandou degolar João no cárcere,

Versículo 11: E a sua cabeça foi trazida num prato, e dada à jovem, e ela a levou à sua mãe.

Versículo 12: E chegaram os seus discípulos, e levaram o corpo, e o sepultaram, e foram anuncia-lo a Jesus.

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Neste trecho, temos duas narrativas:
- a primeira, que conta que Herodes achou que Jesus fosse João Batista que havia ressuscitado;
- a segunda, que relata a morte de João Batista.

Na primeira narrativa, vemos que Herodes, que governava a Palestina na época, pensou que João Batista havia ressuscitado dos mortos na forma de Jesus. Esta confusão se fez porque os ensinamentos dos dois eram muito parecidos. Este relato também prova que o conceito de ressurreição era comum naquela época.

No segundo relato, vemos a descrição da morte de João Batista. Tudo tem início com o fato de ele criticar Herodes, pois ele havia tomado a mulher de seu meio-irmão (Filipe). O adultério era condenado pelos judeus, e deveria ser punido. Embora Herodes fosse um governador romano e, portanto, não necessitasse se submeter às leis do povo conquistado, seu comportamento causava escândalo e era motivo de críticas violentas.

No entanto, Herodes não teve coragem de punir João Batista, pois o povo acreditava que ele era um profeta, ou seja, aquele que fala a palavra de Deus.

No entanto, Herodias, a mulher adúltera, soube esperar o momento oportuno para se vingar. Na ocasião do aniversário de Herodes, ela colocou sua filha para dançar. Herodes, entusiasmado, prometeu dar o que ela pedisse como agradecimento. Vemos que Herodes se deixou levar pelo momento, não pensando na consequência de seus atos. Herodias, que já havia premeditado tudo, espera sua filha pedir a cabeça de João Batista. Consegue, assim, a sua vingança.

João Batista foi um precursor da mensagem de Jesus. Ele dizia que a pessoa devia se arrepender. Sua maneira diferente de pregar, se vestir e se alimentar causava estranheza na época. Alguns o tinham como louco, mas muitos acreditavam se tratar de um santo. Por isso Herodes tinha receio de o mandar prender, e nem pensava em o matar. No entanto, Herodes foi pego numa armadilha, e até hoje é conhecido como aquele que mandou matar uma pessoa muito especial.

Nos dias de hoje, vemos certas situações coma as quais não concordamos. No entanto, temos receio de colocarmos a nossa opinião. Com isso, colaboramos para que coisas erradas continuem acontecendo. Podemos agir com brandura, mas deixando claro que temos uma maneira de pensar diferente. Quando não agimos, estamos cooperando para que situações ruins continuem acontecendo.