segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Mateus 22, 34-40

Evangelho segundo Mateus


Capítulo 22


Versículo 34: E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar;

Versículo 35: E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo:

Versículo 36: Mestre, qual é o grande mandamento na lei?

Versículo 37: E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

Versículo 38: Este é o primeiro e grande mandamento.

Versículo 39: E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Versículo 40: Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.

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Nos versículos 23 a 33 deste capítulo, vemos os saduceus, adversários políticos dos fariseus (os dois grupos eram de pessoas que estudavam profundamente a religião hebraica, mas com o objetivo de fazerem suas ideias prevalecerem, não de se tornarem pessoas melhores) tentaram ludibriar Jesus através de uma pergunta sobre a ressurreição, na qual não acreditavam (leia a postagem anterior se quiser saber mais a respeito do assunto).

Quando os fariseus viram que Jesus não havia caído na armadilha dos saduceus, tentaram eles próprios enganarem Jesus. Os fariseus haviam criado mais de 600 leis para interpretarem as leis deixadas por Moisés. Queriam colocar Jesus numa situação difícil, pedindo que Ele escolhesse qual das leis era a mais importante.

Jesus citou o primeiro dos dez mandamentos como sendo a lei mais importante (leia em Deuteronômio 6, 5). A segunda lei também pode ser encontrada no Antigo Testamento (Levítico 19, 18).

Os fariseus mais uma vez mostraram que, ao fazerem uma pergunta a Jesus, não estavam interessados em receber os Seus ensinamentos, mas queriam fazer com que Ele caísse em contradição.

Atualmente, muitas pessoas também perguntam sem terem por objetivo aprenderem algo com a resposta. Querem apenas mostrar o que pensam sobre o assunto. Se a pessoa responder o que ela quer ouvir, passa a ser considerada como inteligente e estudiosa. Se responder de maneira diferente do que a pessoa quer, já é colocada na lista de pessoas que não são bem quistas.

Assim, principalmente quando o assunto é a religião, devemos manter a mente aberta. Não devemos sair por aí procurando confirmar o que achamos sobre determinado tema. O espírita tem por obrigação estudar as obras básicas de Allan Kardec ("O Livro dos Espíritos", "O Livro dos Médiuns", "O Evangelho segundo o Espiritismo", "A Gênese", "O Céu e o Inferno"). Não tem como entender o Espiritismo sem ler essas obras. Se quisermos estudar outros livros, precisamos saber se eles estão de acordo com os ensinamentos de Kardec.

Não existe a possibilidade de se ser espírita "de orelhada", ou seja, apenas escutando o que os outros falam. Se não souber avaliar o que está ouvindo, corre o sério risco de achar verdadeiro um ensinamento completamente equivocado, que de espírita não tem nada. Precisa ter um filtro que ajude a separar o certo do errado. Este filtro é dado através do estudo das obras de Kardec. Romance espírita pode ser muito gostoso de ler, mas não ache que vai aprender o básico do Espiritismo neles. Para isso, só as obras de Kardec.

Não pense também que só porque uma pessoa é uma colaboradora num Centro Espírita que ela é uma profunda conhecedora do Espiritismo. Os espíritos superiores usam as ferramentas que têm à mão. Se não existe uma pessoa com conhecimento aprofundado sobre Espiritismo, eles utilizam a que está disponível. Por isso, sempre que alguém estiver passando algum ensinamento em qualquer Centro Espírita, passe tudo pela peneira dos ensinamentos de Kardec. Agindo assim, você vai evitar de tomar como verdade uma simples opinião pessoal ou um entendimento pessoal equivocado.

Bom estudo a todos.


sábado, 8 de novembro de 2014

Mateus 22, 23-33

Evangelho segundo Mateus


Capítulo 22


Versículo 23: No mesmo dia chegaram junto dele os saduceus, que dizem não haver ressurreição, e o interrogaram,

Versículo 24: Dizendo: Mestre, Moisés disse: Se morrer alguém, não tendo filhos, casará o seu irmão com a mulher dele e suscitará descendência a seu irmão.

Versículo 25: Ora houve entre nós sete irmãos; e o primeiro, tendo casado morreu, e, não tendo descendência, deixou sua mulher a seu irmão.

Versículo 26: Da mesma sorte o segundo, e o terceiro, até ao sétimo;

Versículo 27: Por fim, depois de todos, morreu também a mulher.

Versículo 28: Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será a mulher, visto que todos a possuíram?

Versículo 29: Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus;

Versículo 30: Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como anjos de Deus no céu.

Versículo 31: E, acerca da ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo:

Versículo 32: Eu sou o Deus d'Abraão, o Deus d"Isaque e o Deus de Jacó? Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.

Versículo 33: E as turbas, ouvindo isto, ficaram maravilhadas da sua doutrina.

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Os saduceus formavam um partido dentro do judaísmo. Ao contrário dos fariseus, de quem eram adversários políticos, não acreditavam na ressurreição, nem na existência de anjos e nem na imortalidade da alma.

O significado de "ressurreição" é voltar à vida. É diferente do conceito de reencarnação, pois na ressurreição a pessoa retorna à vida no mesmo corpo que tinha quando morreu, e na reencarnação o espírito volta à vida material usando um outro corpo, que é gerado para ele.

Como os saduceus não acreditavam na ressurreição, a pergunta deles não fazia sentido, pois acreditavam que uma pessoa jamais voltaria depois da morte.

Os saduceus tentavam apenas criar, mais uma vez, uma armadilha para Jesus. Não estavam interessados em aprender com Ele, mas em O desacreditar.

Os saduceus só aceitavam os cinco primeiros livros do Antigo Testamento, que haviam sido escritos por Moisés. Como nesses livros não havia nada explícito sobre a ressurreição, eles não a aceitavam.

Jesus disse aos saduceus que eles estavam errados, pois não conheciam nem as escrituras nem o poder de Deus. Jesus explica que, na ressurreição, os corpos são como os de anjos. Esta explicação era a que era a possível para aquela época e aquele grau de evolução das pessoas. Não havia como Ele explicar que, depois da morte, o corpo material seria destruído, ficando o espírito ligado apenas ao perispírito e, por isso, o casamento  físico não era importante.

Para o Espiritismo, não existe a ressurreição, pois não é possível, quimica e biologicamente falando, que uma pessoa volte à vida usando o mesmo corpo que morreu. A reencarnação falo do retorno à vida material utilizando um novo corpo, diferente do anterior, gerado especificamente para aquela encarnação.

Muita coisa Jesus não pôde esclarecer, pois o estágio evolutivo do povo não o permitia. Por isso o Espiritismo se apresenta como a terceira revelação ( a primeira foi Moisés, e a segunda Jesus), não para trazer ensinamentos novos, mas para dar um novo entendimento sobre os ensinos de Jesus.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Mateus 22, 15-21

Evangelho segundo Mateus


Capítulo 22


Versículo 15: Então, retirando-se os fariseus, consultaram entre si como o surpreenderiam nalguma palavra;

Versículo 16: E enviaram-lhe os seus discípulos, com os herodianos, dizendo: Mestre, bem sabemos que és verdadeiro, e ensinas o caminho de Deus, segundo a verdade, e de ninguém se te dá, porque não olhas às aparências dos homens.

Versículo 17: Dize-nos, pois, que te parece? É lícito pagar o tributa a César, ou não?

Versículo 18: Jesus,porém, conhecendo a sua malícia, disse: Por que me experimentais, hipócritas?

Versículo 19: Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um dinheiro.

Versículo 20: E ele diz-lhes: De quem é esta efígie e esta inscrição?

Versículo 21: Dizem-lhe eles: De César. Então ele lhes diz: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.

Versículo  22: E eles, ouvindo isto, maravilharam-se, e, deixando-o, se retiraram.

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Os fariseus não aceitavam o domínio que o império romano exercia sobre seu povo. Estavam sempre prontos a se rebelarem. Esperavam que o Messias, que havia sido profetizado no Antigo Testamento, liderasse um exército que os libertaria.

O grupo dos herodianos era constituído por judeus que apoiavam o governo romano.

Embora o grupo dos fariseus e dos herodianos fossem inimigos entre si, eles se juntaram na tentativa de destruírem Jesus. Ao perguntarem sobre os impostos que precisavam pagar, eles esperavam colocar Jesus numa armadilha. Se Ele respondesse que não deveriam pagar os impostos, eles o acusariam de rebelião. Se Jesus dissesse que deveriam pagar, seria acusado de não reconhecer Deus como o único rei ao qual deveriam servir.

Jesus evita a armadilha, e também transmite um ensinamento. Ele nos mostra que temos a necessidade de suprir as necessidades materiais do corpo, pois sem ele não conseguiríamos cumprir o que nos cabe nesta encarnação. Entretanto, precisamos usar de sabedoria para fazer a diferença entre o necessário e o supérfluo, senão perderemos a nossa existência tentando suprir apenas as nossas necessidades materiais, esquecendo-nos que a vida verdadeira é a espiritual.

A nossa natureza espiritual também precisa ser alimentada. Temos a necessidade de afeto, reconhecimento. Também temos a necessidade de nos ligarmos ao nosso Criador, como um filho que anseia pelo aconchego de seu pai. Quanto mais soubermos a respeito deste Pai maravilhoso que nos criou, procurando-O todos os dias de nossas vidas, mais teremos a chance de sermos felizes, pois nos sentiremos completos e integrados a Ele.

Não é possível alcançarmos a felicidade se não cultivarmos o nosso lado espiritual, pois sentiremos sempre que falta alguma coisa à nossa vida.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Mateus 21, 28-32

Evangelho segundo Mateus


Capítulo 21


Versículo 28: Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha.

Versículo 29: Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi.

Versículo 30: E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi.

Versículo 31: Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus.

Versículo 32: Porque  João veio a vós no caminho de justiça, e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para o crer.

Comentários


No trecho anterior, vemos Jesus no templo em Jerusalém. Ele estava ensinando, e isto incomodou as autoridades do templo, que achavam que só elas tinham o direito de ensinar.

Essas autoridades tentam comprometer Jesus, perguntando quem tinha dado autoridade a Ele para ensinar. Se Jesus dissesse que Deus tinha dado tal autoridade, eles O acusariam de blasfemar, uma acusação muito grave na época. Ao invés de responder, Jesus faz outra pergunta: o batismo de João Batista era de Deus ou dos homens? Para concluírem a leitura, vejam a postagem anterior.

Falando ainda às autoridades do templo e às pessoas que estavam lá, Jesus usa um exemplo bem fácil de entender. Ele compara o primeiro filho, que foi chamado ao trabalho pelo pai, aos cobradores de imposto e meretrizes. Ao receberem o chamado de Deus, através dos ensinamentos da religião judaica, não se deixaram sensibilizar, e não foram. Entretanto, ao ouvirem as pregações de João Batista, acabaram por responder ao chamado de Deus.

Os judeus, que constituíam o povo eleito por Deus, assim o segundo filho da parábola, aparentemente responderam rapidamente ao chamado de Deus. Entretanto, acabaram por ignorar tal chamado. Mesmo depois de ouvirem a mensagem de João Batista, que anunciava a chegada do Messias, o povo judeu não aceitou Jesus como sendo aquele que havia sido prometido.

Muitos se converteram e creram em Jesus. Entretanto, a maior parte dos fariseus, que eram os estudiosos das leis de Moisés, não creram em Jesus, e fizeram todo o possível para O desmoralizar, querendo que a população não acreditasse que Ele era o enviado por Deus.

As pessoas que viveram na época de Jesus tiveram uma oportunidade única, pois tiveram contato com o espírito de maior evolução do nosso planeta. Muitas mudaram suas vidas com esse encontro. Entretanto, muitos nem se deram conta de quem Ele era.

Hoje, nós podemos ser aquele filho que disse: não vou, mas depois se arrependeu e foi. O trabalho que Deus separou por nós continua nos esperando. Por que não escolher o dia de hoje para o iniciar?



sábado, 18 de outubro de 2014

Mateus 22, 1-14

Evangelho segundo Mateus


Capítulo 22


Versículo 1: Então Jesus, tomando a palavra, tornou a falar-lhes em parábolas, dizendo:

Versículo 2: O reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho;

Versículo 3: E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; e estes não quiseram vir.

Versículo 4: Depois enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas.

Versículo 5: Porém eles, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu tráfico;

Versículo 6: E os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram.

Versículo 7: E o rei, tendo notícias disto, encolerizou-se e, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade.

Versículo 8: Então diz aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos.

Versículo 9: Ide pois às saídas dos caminhos, e convidai para as bodas a todos os que encontrardes.

Versículo 10: E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quanto encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial foi cheia de convidados.

Versículo 11: E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com vestido de núpcias.

Versículo 12: E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo vestido nupcial? E ele emudeceu.

Versículo 13: Disse então o rei aos servos: Amarrai-o de pé e mãos, levai-o, e lança-o nas trevas exteriores: ali haverá pranto e ranger de dentes.

Versículo 14: Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.

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Na época de Jesus, quando se oferecia um banquete, dois convites deveriam ser enviados: o primeiro para convidar para o banquete, e o segundo para avisar que tudo já estava pronto.

Nesta parábola, Jesus mais uma vez procura comparar o reino dos céus, que era algo desconhecido, a uma coisa que já era conhecida e fazia parte do cotidiano das pessoas. Desta vez, Ele conta que, quando o filho do rei se casou (as bodas), o rei resolveu dar um banquete para comemorar.

O rei manda o primeiro convite, avisando que estava preparando uma festa. Os convidados não quiseram comparecer. Podemos fazer uma analogia: através do Antigo Testamento, Deus diz que enviaria o Messias, aquele que libertaria o povo judeu da escravidão. Entretanto, mesmo assim esse povo se afastou do caminho de Deus.

Mais tarde, o rei envia o segundo convite, avisando que o banquete já estava pronto. Entretanto, cada convidado deu uma desculpa para não comparecer. Alguns chegaram a matar os servos do rei. Podemos interpretar isto como os antigos profetas envidados por Deus que foram mortos pelos judeus.

Ao saber da morte de seus servos, o rei se encoleriza, mandando um exército para matar os convidados que cometeram tal barbaridade. No Antigo Testamento, temos também relatos de cidades inteiras destruídas porque o povo se esqueceu de Deus e se entregou ao pecado.

O rei diz que a festa está pronta, mas os convidados não eram dignos dela. Jesus explica que, depois de muitos séculos de atenção especial por parte do plano espiritual, Israel se mostrava incapaz de manter o legado do Deus único.

Então o rei manda convidar todos os que forem encontrados pelo caminho. Naquela época, tinha-se a tradição de o dono do banquete oferecer os trajes adequados para a festa. Se o convidado não estava com a roupa adequada, era porque tinha se recusado a vesti-la. Temos agora uma mudança, pois todos os outros povos são convidados a ingressarem no reino de Deus. Entretanto um dos convidados não estava vestido de maneira adequada no banquete, ou seja, o povo judeu não aceitou incorporar os novos ensinamentos de Jesus às antigas tradições de Moisés.

O rei manda que o convidado seja amarrado e jogado para fora da comemoração. Quando o povo judeu não aceitou a vinda de Jesus, optou por ser colocado para fora da festa, expondo-se a um sofrimento intenso (pranto e ranger de dentes).

A conclusão é que muitos foram chamados para a festa, mas poucos se mostraram dignos de a ela comparecerem. A festa representa o reino dos céus, para o qual todos nós fomos convidados. Basta que aceitemos vestir as roupas adequadas que o dono da festa nos ofereceu, que é darmos abrigo, em nossos corações, aos ensinamentos do mestre Jesus.






domingo, 12 de outubro de 2014

Mateus 21, 33-46

Evangelho segundo Mateus


Capítulo 21


Versículo 33: Ouvi ainda outra parábola: Houve um homem, pai de família, que plantou uma vinha, e circuncidou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se para longe.

Versículo 34: E, chegando o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os seus frutos.

Versículo 35: E os lavradores, apoderando-se dos servos, feriram um, mataram outro, e apedrejaram outro.

Versículo 36: Depois enviou outros servos, em maior número do que os primeiros; e eles fizeram-lhes o mesmo;

Versículo 37: E por último enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho.

Versículo 38: Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos de sua herança.

Versículo 39: E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha, e o mataram.

Versículo 40: Quando pois vier o Senhor da vinha, que fará àqueles lavradores?

Versículo 41: Dizem-lhes eles: Dará afrontosa morte aos maus, e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe dêem os frutos.

Versículo 42: Diz-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça de ângulo; pelo Senhor foi feito isto, e é maravilhoso aos nossos olhos?

Versículo 43: Portanto eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê  os seus frutos.

Versículo 44: E quem cair sobre esta pedra despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó.

Versículo 45: E os príncipes dos sacerdotes e os fariseus, ouvindo estas palavras, entenderam que falava deles;

Versículo 46: E, pretendendo prendê-lo, recearam o povo, porquanto o tinham por profeta.

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Jesus conta uma parábola, que é uma narrativa alegórica que transmite uma mensagem indireta por meio de uma comparação ou analogia.

Nesta história, um homem, pai de família, plantou uma quantidade de videiras (plantas que dão uvas). Ao redor de sua plantação, colocou uma vala (escavação em um terreno, de forma alongada, mais ou menos profunda), rodeando-a com uma sebe (cerca feita com plantas ou arbustos), ou seja, protegeu-a da melhor maneira possível.

Na propriedade cercada e protegida, o dono construiu um tanque para espremer as uvas e também uma torre. Quando tudo estava pronto, ele arrendou a sua plantação a alguns agricultores.

Temos os seguintes símbolos presentes:
- o homem, pai de família, representa Deus;
- a plantação de uva representa Israel;
- os agricultores que arrendaram a vinha representam os líderes religiosos judeus;
- os servos do senhor da terra representam os profetas;
- o filho do dono da vinha representa Jesus;
- os lavradores que poderão arrendar a vinha, depois que os antigos lavradores forem expulsos, representam os gentios (não judeus).

Jesus conta a história do povo de Israel, que foi o povo escolhido por Deus. No início, Deus cuidou daquele povo, dando-lhe um território para morar. Os sacerdotes deveriam cuidar do povo, fazendo com que se mantivesse próximo a Deus. Depois de algum tempo, Deus enviou Seus profetas a Israel, para que fizessem com que o povo não se desviasse do caminho de Deus. Muitos profetas foram mortos, e as advertências deles ignoradas.

Então Deus enviou Seu próprio filho, Jesus, para que os homens retomassem o caminho, mas Jesus sabia que também seria morto pelos sacerdotes.

Jesus diz que, como os judeus não o reconheceram como enviado e filho de Deus, a mensagem seria divulgada a outros povos, onde floresceria.


Quando Jesus cita a pedra que havia sido rejeitada pelos construtores, mas que seria a pedra angular (a primeira pedra a ser assentada na esquina de um edifício, formando um ângulo reto entre duas paredes, e que serve para definir a colocação das outras pedras e alinhar toda a construção) colocada por Deus, Ele se referia ao Salmo 118, versículos 22 e 23. Jesus é a pedra angular que foi rejeitada pelos judeus, mas que é usada por Deus como base para tudo o que seria construído depois.

Jesus prossegue, e diz que o reino de Deus não será mais exclusividade dos judeus, mas será dado a quem produzir frutos. Diz também que aqueles que se dedicarem a destruir a pedra fundamental será reduzida a pó.

Os fariseus perceberam que Jesus os estava criticando, pois ao invés de exercerem o papel destinado a eles, cumprindo a vontade de Deus e esclarecendo o povo de qual era essa vontade, apenas se esforçavam em fazer com que suas opiniões prevalecessem. Não tiveram coragem de fazer nada contra Jesus naquele momento porque o povo que estava próximo considerava-O como profeta, ou seja, aquele que transmite a vontade de Deus.

Jesus, através de uma história aparentemente simplória, explica não só o que já havia acontecido, mas o que ainda estava por vir.

domingo, 5 de outubro de 2014

Mateus 21, 28-32

Evangelho segundo Mateus


Capítulo 21


Versículo 28: Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha.

Versículo 29: Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi.

Versículo 30: E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi.

Versículo 31: Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus.

Versículo 32: Porque João veio a vós no caminho de justiça, e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para o crer.

Comentários


No trecho anterior do Evangelho, vemos Jesus no templo em Jerusalém. Ele estava ensinando, e isto incomodou as autoridades do templo, que achavam que só elas tinham o direito de ensinar.

Essas autoridades tentam comprometer Jesus, perguntando quem tinha dado autoridade para que Ele ensinasse. Se Jesus dissesse que Deus a tinha dado, eles o acusariam de blasfemar. Ao invés de responder à pergunta, Jesus fez outra pergunta a eles: o batismo de João Batista era de Deus ou dos homens (leia a publicação anterior para ver a conclusão).

Falando ainda às autoridades do templo e às pessoas que estavam lá, Jesus uma um exemplo muito fácil de ser entendido. Ele comparo o primeiro filho, que foi chamado ao trabalho por seu pai, aos publicanos (coletores de impostos) e meretrizes. Ao receberem o chamado de Deus, inicialmente disseram: não vou. Entretanto, ao ouvirem as pregações de João Batista, acabaram por se converterem.

Os judeus, que constituíam o povo escolhido por Deus, agiram como o segundo filho da parábola, pois se prontificaram a seguir a Deus, mas não o fizeram.

Mesmo depois de ouvirem a mensagem de João Batista, que anunciava a chegado do Messias, o povo judeu não reconheceu em Jesus a figura tão esperada e desejada.

Muitos se converteram e creram em Jesus. Entretanto, a maior parte dos fariseus, que eram profundos estudiosos das leis de Deus, não creram, e fizeram todo o possível para O desmoralizar perante o povo.

As pessoas que viveram na época de Jesus tiveram uma oportunidade única, pois mantiveram contato com o espírito de maior evolução que já veio a nosso planeta. Muitos tiveram sua vida modificada com esse encontro. Muitos nem se deram conta de quem Ele era.

Hoje, nós temos oportunidade de ser aquele filho que disse: não vou, mas depois se arrepende e segue rumo ao trabalho de cooperação com Deus. Muito trabalho nos espera. Portanto, mãos à obra. Vamos associar a teoria e a prática, e entender que a oportunidade se faz no dia de hoje. Não temos a certeza de que o dia de amanhã nos aguarda para realizarmos tudo o que não fizemos hoje.