sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Marcos 9.1-13

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 9


Versículo 1: Então lhes falou Jesus: "Com toda a certeza vos asseguro que alguns dos que aqui estão de modo algum passarão pela morte, até que vejam o Reino de Deus chegando com poder."

Provavelmente Jesus se referia à sua transfiguração, que aconteceria seis dias depois, Nela, os três apóstolos escolhidos teriam a oportunidade de ver um pouco da grandeza espiritual de Jesus.

Versículo 2: Passados seis dias, tomou Jesus consigo a Pedro, Tiago e João e os conduziu a um lugar retirado, no alto de um monte, onde puderam ficar a sós. E ali foi transfigurado diante deles.

Pedro, Tiago e João faziam parte do grupo mais íntimo dos discípulos de Jesus. Vemos que grandes fenômenos mediúnicos aconteceram na presença de um número pequeno de pessoas, longe dos olhares dos curiosos, que poderiam, com suas vibrações desequilibradas, prejudicar o fenômeno mediúnico.

Vamos encontrar outros eventos, narrados nos Evangelhos, onde apenas os três discípulos estavam junto a Jesus. Provavelmente eram os que apresentavam uma maior evolução espiritual, fazendo com que compreendesses e cooperassem melhor com a missão de Jesus.

Versículo 3: Suas vestes tornaram-se alvas, de um branco reluzente, como nenhum lavanderio em toda a terra seria capaz de alvejá-las.

Versículo 4: Então, apareceu à sua frente Elias com Moisés, e estavam conversando com Jesus.

Nesta transfiguração, Jesus permite que Sua verdadeira natureza espiritual possa ser vista. O que se observa é uma luz como nunca tinha sido vista antes.

Moisés, que libertou o povo judeu da escravidão do Egito, e Elias, um profeta descrito no Antigo Testamento, eram figuras de destaque na história do povo judeu. Ambos já estavam mortos há muitos anos. Marcos relata que Jesus conversava com duas pessoas que já haviam morrido, e isto sem demonstrar espanto, o que mostra que não era um fato raro, isolado.

Versículo 5: E Pedro, tomando a palavra, sugeriu: "Rabi, é muito bom estarmos aqui! Vamos erguer três tabernáculos: um será teu, um para Moisés e um para Elias.

Versículo 6: Pedro não sabia o que falar, pois eles ficaram aterrorizados.

Pedro queria construir três tendas. Antigamente, uma tenda era um lugar em que o povo judeu se encontrava com Deus.

Versículo 7: Em seguida, surgiu uma nuvem que os envolveu, e dela soou uma voz, que declarou: "Este é o Meu Filho amado, a Ele dai ouvidos!"

Mais um fenômeno mediúnico aconteceu. Depois da materialização de Moisés e de Elias, temos o fenômenos da voz direta.

Além disso, a voz diz que Jesus era o seu filho amado. Nesta passagem, como em muitas outras, vemos uma diferença entre Deus, o pai, e Jesus, o filho amado. Fica claro que Eles não são a mesma pessoa.

Versículo 8: E, de repente, quando olharam ao redor, a ninguém mais viram, a não se Jesus.

Versículo 9: Durante a caminhada, descendo o monte, Jesus ordenou que a ninguém revelassem o que haviam presenciado, até que o Filho do homem tivesse ressuscitado dos mortos.

Versículo 10: Eles mantiveram esse assunto exclusivamente entre si, mas comentavam sobre qual seria o significado da expressão "ressuscitado dos mortos.'

A ressurreição não era um assunto desconhecido dos judeus, que acreditavam que uma pessoa morta pudesse voltar usando o mesmo corpo. O que eles não entendiam é como isso se aplicava a Jesus.

Versículo 11: Então questionaram-se: "Por que os mestres da lei afirmam que é preciso que Elias venha primeiro?"

As profecias a respeito do Messias diziam que Elias viria antes dele. Para que os discípulos aceitassem Jesus como o Messias, precisavam entender este ponto de vista.

Versículo 12: E Jesus lhes esclareceu: "Realmente, Elias vindo primeiro restaura todas as coisas. Agora, por que está escrito também que é necessário que o Filho do homem sofra penosamente e seja rejeitado com desprezo?

Mais uma vez Jesus explica a Seus discípulos que são necessários os sofrimentos que estão por vir.

Versículo 13: Pois Eu lhes digo: Elias também já veio, e fizeram contra ele tudo o que desejaram, como está escrito a respeito dele."

Conforme relatado no evangelho de Mateus, Jesus referia-se a João Batista. Assim, Jesus relata que João Batista era a vinda de Elias. Para os espíritas, fica muito clara a alusão à reencarnação do profeta Elias como João Batista.

Neste trecho do Evangelho, vemos relatados todos os sofrimentos mediúnicos e  uma afirmação muito clara sobre a reencarnação: só não vê quem não quer!













terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Marcos. 8.31-38

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 8


Versículo 31: Então, passou Jesus a ensinar-lhes que era imperioso que o Filho do homem fosse vítima de muitos sofrimentos, viesse a ser rejeitado pelos líderes religiosos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da lei; então, fosse assassinado, para depois de três dias ressuscitar.

Jesus costumava se intitular como "Filho do homem". No Antigo Testamento, esse título é usado para retratar a personalidade celestial a quem, no final dos tempos, Deus confiaria toda a sua glória, honra e poder.

Jesus já sabia o que lhe aconteceria. Não reclamou; apenas alertou os Seus discípulos, a fim de que eles estivessem preparados.

Versículo 32: E Jesus falou sobre esse assunto de maneira clara. Mas Pedro, chamando-o em particular, começou a censurá-lo energicamente.

Pedro não aceita que Jesus fale sobre o que está para acontecer; repreende-o por aceitar os acontecimentos futuros. Pedro, momentos antes, havia reconhecido Jesus como o Messias esperado. Parece desconhecer tudo o que tinha sido previsto, no Antigo Testamento, sobre os sofrimentos e morte do Messias.

Versículo 33: Entretanto, Jesus voltou-se, olhou para seus discípulos e repreendeu severamente a Pedro, exclamando: "Para trás de mim, Satanás! Pois não estais pensando na obra de Deus, mas sim nas ambições humanas."

Pedro frequentemente era o porta-voz dos discípulos. Inconscientemente, os discípulos tentavam evitar que Jesus morresse na cruz. Entretanto, a função deles não era proteger Jesus, mas O seguir.

Pedro também queria que Jesus fosse reconhecido como rei, e não como o Messias anunciado no capítulo 53 do livro do profeta Isaías.

Jesus repreende Pedro, que ao invés de enxergar os planos de Deus para Jesus, tenta arrastá-lo pelo caminho mais fácil, visando objetivos materiais.

Versículo 34: Em seguida, convocou Jesus a multidão e os discípulos, e os desafiou: "Se alguém deseja seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e venha após mim."

Marcos escreveu seu evangelho principalmente para os romanos. Eles sabiam o que significava "tomar a sua cruz". Na época, os criminosos mais perigosos, em Roma, eram condenados à morte na cruz, e deveriam carregar o madeiro até o local de execução, como uma forma de submissão ao poder de Roma.

Jesus mostra que, se pretendemos segui-lo, devemos demonstrar submissão à Sua vontade e poder de renunciar aos prazeres do mundo.

Versículo 35: Quem quiser, pois, salvar a sua vida perde-la-á; mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo Evangelho salva-la-á!

Aquele que quiser salvar a sua vida, ou seja, vencer no sentido de conquistas materiais, acabará por desperdiçar a sua encarnação. Aquele que, ao contrário, dedicar a sua vida à prática e pregação do Evangelho, embora aparentemente derrotado no plano material, terá salvo sua encarnação.

Versículo 36: Portanto, de que adianta uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?

Se uma pessoa encarna para evoluir espiritualmente, de que adianta ficar acumulando bens materiais, que de nada a ajudarão depois do seu desencarne? Melhor é nos dedicarmos a conquistar valores espirituais, que poderão ser levados conosco depois da nossa morte.

Versículo 37: Ou ainda, o que uma pessoa poderá dar em troca de sua alma?

De que adianta acumular dinheiro e poder, e perdermos a nossa encarnação?

Versículo 38: Assim sendo, numa época como esta, de incredulidade e perversidade, se alguém tiver vergonha de mim e dos meus ensinamentos, então o Filho do homem, quando voltar na glória do seu Pai, juntamente com os santos anjos, também a essa pessoa não oferecerá honra."

Se perguntarmos às pessoas, ninguém vai dizer que tem vergonha de Jesus. Entretanto, as pessoas tem vergonha de falar sobre a mensagem de Jesus. Não se envergonham de falarem os maiores absurdos, mas têm vergonha de se expressarem quanto à sua religião.

A mensagem de Jesus é muito importante. Deve ser divulgada em cada ocasião que apareça. Temos que ter vergonha de falarmos as barbaridades que habitualmente falamos da vida dos outros, não de falarmos o nome de Jesus.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Marcos 8.27-30

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 8


Versículo 27: Jesus e seus discípulos partiram para os povoados nas cercanias de Cesareia de Filipe. No caminho, Ele lhes inquiriu? "Quem dizem as pessoas que Eu sou?"

Cesareia era uma cidade que ficava ao norte do mar da Galileia. Seu nome antigo era Paneias (em homenagem ao deus grego Pan). Filipe, filho de Herodes, reconstruiu a cidade e deu um novo nome em homenagem a Tibério César e a ele próprio. Esta era uma região extremamente pagã.

Versículo 28: Ao que eles informaram: "Alguns comentam que és João Batista, outros, Elias; e ainda há que afirme que és um dos profetas."

Vemos que o conceito de reencarnação não era estranho aos judeus, pois muitos supunham que Jesus era o profeta Elias, sabidamente morto há muitos anos.

Versículo 29: Então lhes questionou: "Mas vós, quem dizeis que Eu sou?" E asseverando Pedro, declarou: "Tu és o Cristo!"

Cristo (em grego) ou Messias (em hebraico): palavra que, no original hebraico, transmite a ideia de uma pessoa escolhida por Deus e revestida de poder para realização de uma missão divina e específica na terra. No final do Antigo Testamento, essa palavra passou a ter uma conotação particular: referia-se a um rei ideal, ungido e capacitado por Deus para libertar os judeus dos inimigos pagãos e estabelecer um reino de justiça e paz. Na época de Jesus, o título de "Messias" trazia uma conotação política, nacionalista, revolucionária e militar, e por isso Jesus evitou o uso desse termo em relação à Sua pessoa e missão.

Versículo 30: Jesus, por sua vez, lhes recomendou que nada divulgassem a seu respeito.

Jesus pediu aos seus discípulos que o que Pedro havia dito (Ele era o Messias aguardado) ficassem em segredo. Isso porque uma multidão de Seus seguidores queria proclamá-lo libertador nacional e iniciar logo uma revolução contra Roma.

A rebelião contra o domínio romano não era o objetivo de Jesus. Ele queria mais do que isso, queria libertar para todo o sempre o ser humano da escravidão da ignorância. A mensagem que Ele nos trouxe permanece viva até hoje. Ele veio nos ensinar quem somos e o que Deus espera de nós. Isso é muito mais importante do que uma simples rebelião, que traria benefícios somente para os judeus, e não para o mundo todo.

Com a afirmação de Pedro, tem início a segunda metade do Evangelho de Marcos. A partir de agora, Jesus foca os seus ensinamentos nos Seus discípulos, não mais às multidões.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Marcos 8.22-26

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 8


Versículo 22: E, chegando a Betsaida, algumas pessoas trouxeram um cego à presença de Jesus e rogavam-lhe que o tocasse.

Betsaida ficava numa planície ao norte do mar da Galileia. Era a cidade natal de Pedro, André e Filipe.

Versículo 23: Então, Ele tomou o cego pela mão e o conduziu para fora da aldeia. Em seguida, cuspiu nos olhos daquele homem e lhe impôs as mãos. E indagou: "Vês alguma coisa?"

Versículo 24: O homem levanta os olhos e afirma: "Vejo pessoas; mas elas se parecem com árvores caminhando."

Versículo 25: Mais uma vez, Jesus colocou suas mãos sobre os olhos do homem. E, no mesmo instante, tendo sido completamente restaurado, via com clareza, e podia discernir todas as coisas.

Versículo 26: Então Jesus enviou aquele homem para casa, recomendando-lhe: "Nem sequer no povoado entres!"

Jesus realiza mais um feito extraordinário: a cura de um cego. Por que Ele precisou tocar o homem duas vezes para restabelecer a visão? Talvez quisesse mostras aos Seus discípulos que algumas curas seriam graduais, e não instantâneas.

Da mesma forma Jesus age em nossas vidas. Muitas vezes, nós queremos que Ele nos cure de imediato, com um só toque. Mas a cura vem aos poucos.

Não nos damos conta dos pequenos milagres que acontecem em nossas vidas. Quando nos transformamos de "cegos" em "pessoas que enxergam outras como árvores caminhando", achamos que ainda não está bom. Não nos damos conta de que, antes, não enxergávamos nada! Ver pessoas como se fossem árvores foi um progresso e tanto!

Assim, ao pedirmos para Deus agir em nossas vidas, devemos entender que tudo vai acontecer de acordo com os planos dEle, e não com os nossos. Precisamos nos conscientizar disso, e sermos gratos por tudo de bom que acontece conosco. Afinal de contas, a ingratidão é um dos piores defeitos que existem.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Marcos 8.14-21

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 8 


Versículo 14: Aconteceu que os discípulos se esqueceram de levar pães e, no barco, tinham consigo apenas um único pão.

Jesus havia feito um milagre, ao multiplicar pães, na cidade de Decápolis. De lá, pegou um barco e dirigiu-se para a região de Dalmanuta, que ficava ao sul da província de Genesaré, onde os fariseus pediram a Ele um sinal miraculoso dos céus.

Jesus embarcou novamente. Os discípulos se esqueceram de providenciar alimentos para a viagem, tendo um único pão.

Versículo 15: E Jesus passou a recomendar a eles: "Cuidado! Guardai-vos do fermento os fariseus e do fermento de Herodes!"

Jesus continua a ensinar os Seus discípulos, mas eles não se dão conta disso.

Os judeus, por causa dos mandamentos contidos nas leis de Moisés, evitavam o uso de qualquer tipo de fermento na semana imediatamente depois da Páscoa.

Na época de Jesus, o fermento era usado com frequência pelos mestres que ensinavam a Lei. Simbolizava a má inclinação humana, o mal. Assim como uma pequena quantidade de fermento faz a massa do pão crescer, uma pequena quantidade do mal, presente em uma pessoa, pode contaminar todo o ambiente, semeando ódio e discórdia.

Versículo 16: Eles, porém, especulavam entre si, argumentando: "É por que não trouxemos pão!"

Versículo 17: Ao notar a discussão, Jesus questionou: "Por que discorreis sobre o não tendes pão? Até agora não considerastes, nem ainda compreendeis? Permaneceis com o coração petrificado?"

Jesus percebeu que os Seus discípulos não haviam compreendido o que Ele havia ensinado. Não entenderam que o "fermento" a que Ele se referia era o mal, e não o fermento de fazer pão. Pior ainda: Seus discípulos haviam visto Ele alimentar mais de 5.000 pessoas com uns poucos pães, e ficaram preocupados achando que não seria possível alimentar aqueles poucos homens!

Versículo 18: Tendo olhos, não vedes? E, possuindo ouvidos, não escutais? Não vos recordais?

Versículo 19: Quando dividi os cinco pães para os cinco mil homens, de quantos cestos cheios de pedaços que sobraram recolhestes? E afirmaram-lhe: "Doze!"

Versículo 20: E quando Eu parti sete pães para aqueles quatro mil, quantos cestos grandes repletos de sobras recolhestes do chão?" Responderam eles: "Sete!"

Versículo 21: Ao que lhes concluiu Jesus: "E então, ainda não compreendeis?"

Na linguagem de hoje, Jesus diria: "Entendeu ou quer que eu desenhe?".


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Marcos 8.10-13

Evangelho segundo Marcos

Capítulo 8

Versículo 10: Logo depois, entrou no barco com seus discípulos e dirigiu-se para a região de Dalmanuta.

Jesus estava em Decápolis. Após a multiplicação dos pães, dirigiu-se a Dalmanuta, que ficava ao sul da planície de Genesaré. Mateus chamou a região de Magadã ou Magdala.

Versículo 11: Os fariseus se aproximaram e começaram a questionar Jesus. Então o tentaram e, para prová-lo, pediram que lhes apresentasse um sinal miraculoso do céu.

Os fariseus, mesmo sabendo de todos os milagres que Jesus havia feito, não acreditavam que o poder que Ele tinha vinha de Deus. Então, exigiram um "sinal do céu", algo que só Deus poderia fazer.

Entretanto, Jesus sabia que nenhum milagre os convenceria, pois os fariseus estavam predispostos a não acreditarem.

Versículo 12: No entanto, Jesus suspirou profundamente e lhes afirmou: "Por que pede esta geração um sinal dos céus? Com certeza vos asseguro que para esta geração não haverá sinal algum."

Versículo 13: E, deixando-os, voltou a embarcar e rumou para o outro lado.

O que aconteceu na época de Jesus continua acontecendo até hoje: as pessoas querem impor condições para crerem em algo. Com o Espiritismo, não é diferente. As pessoas querem que uma situação predeterminada aconteça. Dizem que, se isso acontecer, vão acreditar no Espiritismo.

Na verdade, assim como os fariseus da época de Jesus, essas pessoas já se decidiram a não crer. Mesmo se o que elas querem venha de fato a acontecer, continuarão não acreditando. Vão dar uma explicação qualquer para o fato, excluindo qualquer possibilidade de uma manifestação espiritual.

O Espiritismo não depende da crença desse tipo de pessoa para existir. Ele tem seus ensinamentos; quem quiser aprender com ele, terá muito a lucrar com isso. Não vale a pena tentar, em vão, convencer essa pessoa. Mais vale fornecer informações para quem, de fato, quer obter conhecimento. O consolo que o Espiritismo pode trazer para as pessoas está disponível para qualquer um que se disponha a obtê-lo. Nós, espíritas, temos a obrigação de orientar quem pede ajuda, mas não de tentarmos convencer quem se julga tão importante a ponto de pensar que, sem o seu consentimento, o Espiritismo não vai adiante.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Marcos 8.1-9

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 8


Versículo 1: Naqueles dias, uma grande multidão novamente se ajuntou, e não tendo as pessoas com o que se alimentar, chamou Jesus os discípulos e lhes compartilhou:

Este é um milagre diferente daquele descrito no capítulo 6. Neste, Jesus ensinava uma multidão de gentios (termo usado para designar "não judeus") da região de Decápolis.

Versículo 2: "Tenho grande compaixão da multidão; já se passaram três dias que estão comigo e não têm o que comer.

Versículo 3: Se eu os enviar de volta às suas casas, em jejum, vão desfalecer pelo caminho, pois alguns deles vieram de longe."

Jesus se compadeceu do povo que demonstrava grande fome da Palavra, pois há três dias O seguiam e ouviam os Seus ensinamentos, e estavam sem comer.

Versículo 4: Entretanto, os discípulos alegaram: "Onde, neste lugar desabitado, seria possível alguém conseguir pão suficiente para alimentar a todos?"

Jesus não se preocupou apenas com o alimento espiritual. Ele sabia que, de estômago vazio, as pessoas encontram dificuldade em absorver qualquer tipo de ensinamento.

Vemos, atualmente, muitas pessoas criticando aqueles que se preocupam em dar comida para quem tem fome. Dizem que os espíritas devem se preocupar com o ensino das verdades espirituais, e que a alimentação deve ser unicamente de responsabilidade do Governo. Entretanto, quem consegue pensar com o estômago vazio?

O exemplo de Jesus está muito claro. Por isso, devemos sempre nos engajar nas campanhas existentes nos Centros Espíritas para arrecadar alimentos para os necessitados.

Versículo 5: Indagou-lhes Jesus: "Quanto pão tendes?" Ao que afirmaram eles: "Sete."

Versículo 6: Então Ele orientou o povo a reclinar-se sobre o chão. E, após tomar os sete pães e dar graças, partiu-os e os entregou aos seus discípulos, para que estes servissem a multidão; e assim foi repartido entre todas as pessoas.

Jesus pediu às pessoas que se reclinassem no chão. Naquela época, os judeus ficavam quase que deitados sobre almofadas diante de mesas baixas para fazerem as suas refeições. Em seguida, deu graças (agradeceu a Deus) e mandou que os pães fossem servidos à multidão.

Versículo 7: Havia também alguns peixes pequenos; da mesma forma Ele deu graças e ordenou aos discípulos que os distribuíssem.

Versículo 8: Todas as pessoas ali reunidas comeram até se saciar; e ainda recolheram sete cestos grandes, cheios de pedaços que sobraram.

Versículo 9: Na multidão havia cerca de quatro mil homens. Então, Jesus despediu-se do povo.

Novamente, vemos um milagre (fato não explicado) no Evangelho. Como Jesus, com apenas sete pães e uns poucos peixes, conseguiu alimentar 4.000 pessoas? Não sabemos. O conhecimento de Jesus, a Sua evolução espiritual, está muito além da nossa compreensão. Melhor é nos concentrarmos em Seus exemplos de como agir, e tentarmos colocar isso em prática.