sábado, 7 de maio de 2016

Marcos 12.28-34

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 12


Versículo 28: Um dos mestres da lei achegou-se e os ouviu argumentando. Ao constatar como Jesus lhes houvera respondido esplendidamente, perguntou-lhe: "De todos os mandamentos, qual é o mais importante?"

Os antigos rabinos judeus contavam 613 ordenanças da lei mosaica, e as classificavam entre "mais importantes" e "menos importantes". Este mestre da lei pergunta a Jesus qual das 613 leis é a mais importante.

Versículo 29: Esclareceu Jesus: "O mais importante de todos os mandamentos é este: 'Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus é o único Senhor.

Versículo 30: Amarás, portanto, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.'

Versículo 31: E o segundo é: 'Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Não existe qualquer outro mandamento maior do que estes."

Jesus resume as 613 leis em 2, que se complementam: amar a Deus mais do que amamos a qualquer pessoa ou coisa, e amarmos o nosso próximo como amamos a nós mesmos. Nenhuma lei é superior a estas.

Versículo 32: Então o escriba exaltou Jesus: "Muito bem, Mestre! Estás absolutamente certo ao afirmares que Deus é único e que não existe outro que se compare a Ele.

Escriba: fariseu, teólogo e erudito da Lei que criava e transmitia a tradição dos mandamentos de Deus.

Versículo 33: E que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento, e com todas as forças, bem como amar ao próximo como a si mesmo é muito mais importante do que todos os sacrifícios e ofertas juntos."

A tradição judaica propunha uma série de ofertas e de sacrifícios oferecidos no Templo para cada pecado cometido. Esse escriba entendeu que nada disso era mais importante do que os dois mandamentos que Jesus tinha destacado.

Versículo 34: Jesus, por sua vez, vendo que o homem havia respondido com sabedoria, revelou-lhe: "Não estás distante do Reino de Deus!" E, a partir disto, não havia mais alguém que ousasse lhe questionar coisa alguma.

Precisamos estudar profundamente a religião que professamos. O Espiritismo tem uma literatura muito rica, o que permite a uma pessoa que se aprofunde nos estudos sem ter que depender que outra lhe ensine conhecimentos que estão ocultos.

Quanto mais estudamos, mais poderemos concluir que tudo se resume a amar a Deus e ao nosso próximo. Para nos aprofundarmos nesse amor, devemos nos dedicar ao estudo religioso, pois não podemos amar a Deus (que é o objetivo da religião) se não O conhecermos.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Marcos 12.18-27

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 12


Versículo 18: Depois chegaram os saduceus, que pregam não haver qualquer ressurreição, com a seguinte questão:

Depois que Jesus expulsou os comerciantes do Templo, contou a parábola dos maus vinicultores, onde expunha as falhas dos príncipes das igrejas e dos sacerdotes. Os fariseus ficaram furiosos ao verem sua autoridade questionada, e planejavam matar Jesus.

Os saduceus eram um pequeno grupo religioso que se opunha aos fariseus. Não acreditavam na ressurreição dos mortos, nem outro livro que não fosse o Pentateuco (cinco primeiros livros do Antigo Testamento escritos por Moisés), Rejeitavam a tradição oral da religião, o que os colocava em confronto com os fariseus, que eram estudiosos da tradição oral.

Mesmo sendo inimigos dos fariseus, uniram-se a eles quando o objetivo foi condenar Jesus.

Versículo 19: "Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se um homem morrer e deixar sua esposa sem filhos, seu irmão deverá se casar com a viúva e gerar filhos para seu irmão.

Segundo a lei que está no Deuteronômio (livro do Antigo Testamento) no capítulo 25, versículos 5 e 6, quando um homem morre sem deixar filhos, seu irmão deve se casar com a viúva para que a família tenha continuidade. O primeiro filho desse casamento será considerado o herdeiro do falecido marido.

Colocando em discussão uma lei de Moisés, os saduceus pretendiam embaraçar Jesus.

Versículo 20: Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou-se e faleceu sem deixar filhos.

Versículo 21: Então o segundo desposou a viúva, mas também morreu sem deixar descendentes. O mesmo ocorreu com o terceiro.

Versículo 22: E, dessa forma, nenhum dos sete irmãos deixou filhos. Finalmente, faleceu também a mulher.

Versículo 23: Na ressurreição, de quem essa mulher será esposa, haja vista que os sete irmãos foram casados com ela?"

Se os saduceus não acreditavam na ressurreição, não havia motivos para essa pergunta!

Versículo 24: Então Jesus os admoestou: "Não é sem motivo que errais tanto, pois não compreendeis as Escrituras nem o poder de Deus!

Jesus diz que os saduceus não conseguem compreender a mensagem de Deus contida nas Escrituras, pois eles se perdiam em debates sem fim, e faziam da religião um instrumento para exercerem o poder.

Não se preocupavam em seguir as leis de Deus, mas em debaterem sobre elas.

Versículo 25: Quando os mortos ressuscitam não se casam mais, nem são dados em casamento. Pois se tornam como os anjos nos céus.

Ao conquistarem uma evolução espiritual tão grande quanto comparado ao que entendemos como anjos, certas questões materiais deixam de ter importância. Relacionamentos baseados em interesses materiais não têm mais sentido de existirem.

Versículo 26: A respeito da ressurreição dos mortos, ainda não tendes lido no livro de Moisés, no texto referente a sarça, como Deus lhes declarou: 'Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó?'

Os saduceus não estavam interessados em saber com qual dos irmãos a viúva deveria ficar. Queriam apenas reafirmar que não aceitavam a ressurreição, pois ela não era ensinada nos cinco livros de Moisés.

Jesus citou essa passagem de Êxodo (capítulo 3, versículo 6) onde Deus diz para Moisés que Ele era o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, mortos há muito tempo.

Versículo 27: Ora, Ele não é Deus de mortos, e sim o Deus dos vivos! Estais absolutamente enganados!"

Jesus reafirma que tudo não acaba com a morte. Naquela época, o conceito existente era o da ressurreição, ou seja, o retorno à vida no mesmo corpo que já havia morrido.

Hoje, temos um conceito mais expandido, que é o retorno à vida num corpo especialmente gerado para isso. O Espiritismo veio para recuperar e ampliar os ensinamentos que Jesus não podia, naquela época, deixar mais claros. Por isso dizemos que o Espiritismo é o cristianismo redivido.

domingo, 1 de maio de 2016

Marcos 12.13-17

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 12


Versículo 13: Mais tarde enviaram a Jesus alguns dos fariseus e herodianos para tentar condená-lo em algumas palavras que proferisse.

Fariseu: relativo ou membro de grupo religioso judaico, surgido no século II A.C., que vivia na estrita observância das escrituras religiosas e da tradição oral. Na época de Jesus, eram conhecidos pelo rigor com que exigiam que os outros cumprissem as leis. Entretanto, não havia bondade neles, apenas vontade de cumprir as leis.

Herodiano: relativo a ou membro de um partido político dos tempos bíblicos, formado por judeus supostamente adeptos da casa de Herodes, que governava a Judeia em nome de Roma.

Depois de Jesus contar a parábola dos lavradores, os líderes religiosos fariseus mais uma vez tentaram armar uma armadilha para Jesus, para terem motivos para O condenarem à morte. Desta vez, eles se aliaram aos herodianos, que eram judeus que apoiavam o governo dos romanos, que dominavam os judeus na época.

Versículo 14: E, ao se aproximarem, lhe questionaram: "Mestre, sabemos que és verdadeiro e que não te deixas influenciar por ninguém, pois não te impressionas com a aparência exterior das pessoas, mas ensinas o caminho de Deus em conformidade com a mais pura verdade. Assim sendo, diga-nos, é lícito pagar imposto a César ou não?

Os judeus detestavam ter que pagar impostos a Roma, pois isso significava submissão ao governo opressor. Os fariseus queriam se livrar desse governo opressor, e pregavam a rebelião. Por isso, achavam que não deviam pagar os impostos ao governo de Roma.

Os herodianos eram submissos ao governo romano, e acreditavam que os impostos deveriam ser pagos, caso contrário seria caracterizada uma rebelião.

Qualquer resposta que Jesus desse acabaria por O comprometer perante os presentes. Se dissesse que deveria pagar os impostos, o povo ficaria contra Ele. Se dissesse que não deveriam pagar, seria considerado um rebelde, e condenado à morte.

Versículo 15: Devemos pagar ou podemos nos recusar?" Jesus porém, conhecendo o quão hipócritas estavam sendo, lhes inquiriu: "Por que me tentais? Trazei-me um denário para que Eu o examine."

Um denário era uma moeda que um trabalhador braçal recebia por um dia de trabalho.

Jesus deixa claro que percebeu que os fariseus e os herodianos estavam tentando colocá-lo numa armadilha, mas ao invés de se envolver em discussões inúteis, aproveita a ocasião para ensinar.

Versículo 16: E eles lhe trouxeram a moeda, ao que Ele lhes indagou: "De quem é esta imagem e esta inscrição?" "Ora, de César", replicaram eles.

Versículo 17: Então Jesus lhes asseverou: "Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus!" E todos ficaram pasmos com Ele.

Jesus, além de evitar polêmicas inúteis, conseguiu passar ensinamentos. Ele quis dizer que existem assuntos que são pertinentes à discussão religiosa, e outros não. Assuntos referentes à política devem ser discutidos na esfera política, e não na religiosa. Portanto, não cabia a Ele (e aos fariseus, que eram líderes religiosos) discutir sobre o pagamento ou não dos impostos.

Entretanto, não pode haver uma separação entre o que fazemos no círculo religioso e o que fazemos na vida comum. Tem que haver uma coerência na nossa maneira de agir, pois o que aprendemos como sendo errado, na nossa religião, não fica sendo certo no nosso cotidiano. Não podemos ter uma maneira diferente de agir de acordo com o local em que estamos. O certo é sempre certo, e o errado é sempre errado. O que Jesus ensinou se aplica a qualquer condição de nossa existência, e precisamos parar de pensar que o que aprendemos na religião só serve para ser aplicado no momento em que estamos no Centro Espírita. Jesus não pede menos do que isso!

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Marcos 12.1-12

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 12


Versículo 1: Jesus então passou a ministrar-lhes por meio de parábolas: "Certo homem plantou uma vinha, ergueu uma cerca ao redor dela, cavou um tanque para esmagar as uvas e construiu uma torre de vigia. Depois, arrendou a vinha para alguns lavradores e partiu de viagem.

Jesus estava em Jerusalém, juntamente com Seus discípulos, para a comemoração da Páscoa judaica. Seria a última vez que isto aconteceria, pois logo Ele seria morto.

Ele já havia expulsado os comerciantes que profanavam o templo, pois faziam da adoração a Deus um comércio ao venderem animais para serem sacrificados e moedas para serem dadas como oferta ao templo.

Os mestres da lei, ao verem o que Jesus fazia, questionaram-no, perguntando quem tinha dado a Ele autoridade para fazer o que fazia. Jesus começou a falar aos mestres da lei, aos chefes dos sacerdotes e aos líderes religiosos através de uma parábola. A parábola é uma estória contada que traz, de maneira indireta, uma mensagem através de comparações ou analogias.

O homem que plantou as uvas, protegeu a plantação com uma cerca, cavou um tanque para esmagar as uvas a fim de fazer vinho, e construiu uma torre para proteger a plantação é Deus.

Segundo esta parábola, Deus cuidou do povo judeu pessoalmente, até que tudo estivesse em ordem (no Antigo Testamento, encontramos várias narrativas onde Deus fala diretamente aos homens). Depois, deixou tudo aos cuidados dos sacerdotes e se ausentou do cuidado direto da humanidade.

Embora o texto diga, no Antigo Testamento, que Deus falou diretamente com um homem, sabemos que na realidade foi um intermediário de Deus que esteve lá, e não o próprio Deus.

Versículo 2: Chegando a época da colheita, enviou um servo aos lavradores, com o objetivo de receber deles uma parte do fruto da vinha.

O servo enviado à plantação representa os profetas, que agiam como representantes de Deus junto ao povo judeu. Eles foram enviados em diversas ocasiões, sempre tentando reconduzir o povo ao verdadeiro caminho de Deus.

Versículo 3: No entanto, eles o agarraram, o espancaram e o mandaram embora de mãos vazias.

Os agricultores, que deveriam cuidar da plantação de uvas para o dono dela, representavam os sacerdotes e os mestres da lei, que estavam ouvindo essa estória.

Muitas vezes os profetas enviados por Deus foram mortos pelo povo rebelde, sob a aquiescência dos sacerdotes.

Assim, quando deveriam prestar conta dos lucros da plantação, os agricultores que arrendaram as terras simplesmente resolveram não fazer o que foi combinado.

Os sacerdotes, que deveriam ser os representantes de Deus, ensinando o povo como se relacionar com Ele, simplesmente resolveram seguir outros rumos, sem se importarem com o compromisso assumido.

Versículo 4: Então lhes enviou outro servo; e também lhe bateram na cabeça e o humilharam.

Versículo 5: E enviou outro ainda, o qual assassinaram. Então enviou muitos outros; mas a alguns agrediram e a outros mataram.

Jesus relembra os profetas que foram mortos por tentarem reconduzir o povo a Deus. Esses profetas mostraram o quanto os sacerdotes estavam equivocados em seus ensinamentos, e o quão distantes estavam do verdadeiro caminho.

Versículo 6: Finalmente, restava-lhe enviar seu próprio e amado filho; a este lhes enviou com a seguinte intenção: 'A meu filho respeitarão!'

Deus envia, como último recurso, Seu filho amado, Jesus.

Versículo 7: Todavia, aqueles lavradores combinaram entre si: 'Este é o herdeiro! Ora, venham, vamos matemo-lo, e assim a herança será toda nossa.

Pela lei judaica da época, quando uma propriedade não era reclamada por seu herdeiro, ela seria declarada uma "terra sem dono", e poderia se dada à primeira pessoa que dissesse ser sua dona. Matando o herdeiro legal (o filho do dono), os agricultores poderiam dizer que a propriedade era deles.

Jesus sabia que seri morto pelos "maus agricultores", ou seja, por aqueles que deveriam estar cuidando dos negócios de Deus, mas que na realidade apenas cuidavam dos seus próprios interesses. Mais tarde, os sacerdotes do mundo todo (com raras, porém honrosas exceções) passariam também a esquecer que são representantes de Deus na terra, e buscariam defender os seus próprios interesses.

Versículo 8: Então o agarraram, assassinaram e o jogaram fora da vinha.

Jesus descreve o que está prestes a acontecer com Ele próprio.

Versículo 9: Diante disso, o que fará o proprietário da vinha? Virá, destruirá aqueles lavradores e outorgará a vinha a outros vinicultores.

Jesus estava alertando os sacerdotes sobre as consequências do que estavam por fazer. Esse alerta vale para os atuais e os futuros sacerdotes.

Versículo 10: Ainda não lestes esta passagem nas Escrituras? 'A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a pedra principal, angular,

Versículo 11: isto procede do Senhor, e é obra de grande maravilha para todos nós.'"

Jesus cita o Salmo 118, versículo 22.

"Pedra principal" ou "pedra angular": nas construções antigas, era a pedra fundamental, a primeira a ser assentada na esquina do edifício, formando um ângulo reto entre as paredes. Servia para definir a colocação das outras pedras e alinhar toda a construção.

Os construtores da nação judaica rejeitaram a pedra angular, que era o Messias prometido (Jesus).

Versículo 12: Por isso começaram a tramar um jeito de prendê-lo, pois perceberam que Ele havia narrado aquela história com o propósito de avisá-los. Contudo, tinham receio da multidão; e acharam melhor se afastarem.

Assim como hoje, as pessoas daquela época não costumavam apreciar aqueles que diziam a verdade e expunham seus erros!

domingo, 17 de abril de 2016

Marcos 12.27-33

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 12


Versículo 27: Mais tarde, chegaram outra vez a Jerusalém. E Jesus, ao caminhar pelo templo, foi abordado pelos chefes dos sacerdotes, os mestres da lei e os líderes religiosos, que lhe questionaram:

Versículo 28: "Com que autoridade ages como vens agindo? Ou quem te outorgou tal autoridade para fazeres o que fazes?"

Da vez anterior em que esteve no templo, Jesus expulsou as pessoas que estavam fazendo comércio em um local sagrado. Depois, questionou essas pessoas, dizendo que elas transformavam um lugar sagrado em um covil de ladrões.

Os líderes religiosos se sentiram criticados, pois permitiam que o comércio acontecesse dentro do templo. Por isso, tentaram intimidar Jesus, perguntando com que autoridade Ele fazia tudo aquilo.

Versículo 29: Jesus lhes replicou: "Eu também vos proporei uma questão; respondei-me, e Eu vos revelarei com que autoridade tenho ministrado.

Versículo 30: O batismo de João provinha do céu ou dos seres humanos? Respondei-me pois!"

Quando os líderes judeus perguntaram a Jesus com que autoridade Ele fazia o que fazia, eles não estavam interessados na resposta, queriam apenas criar uma armadilha para Jesus.

Se Jesus dissesse que Deus é quem lhe dava autoridade, poderiam acusá-lo de blasfêmia, crime que era punido com a morte. Se Jesus dissesse que a autoridade provinha dele mesmo, o acusariam de fanatismo. Por causa disso, Jesus respondeu uma pergunta com outra pergunta.

Versículo 31: E aconteceu que eles passaram a discutir entre si: "Se afirmarmos: Do céu, ele nos indagará: 'Então, por qual razão não acreditastes nele?'

Versículo 32: Se, por outro lado, declararmos: Dos seres humanos..." Neste caso, temiam as multidões, pois todos consideravam João um profeta.

Versículo 33: Finalmente declararam a Jesus: "Não sabemos!" E Jesus, por sua vez, conclui-lhes: "Ora, nem Eu tampouco vos revelarei com que autoridade estou realizando estas obras!"

Os sacerdotes quiseram fazer uma armadilha para Jesus, mas acabaram presos nela. Jesus perguntou sobre João Batista, que havia sido morto por ordem de Herodes. Em questões religiosas, devemos evitar entrarmos em debates apenas para mostrarmos o nosso conhecimento. Se usarmos o orgulho e a vaidade ao invés do amor, ficaremos presos em nossa própria armadilha, pois iremos mostrar que a religião é, para nós, apenas uma questão de vaidade, e não de amor cristão.

Não adianta lançarmos mão de argumentos e ensinamentos para convencermos o outro. A religião serve, basicamente, para mudarmos a nós mesmos. Se alguém pedir uma palavra de orientação, querendo informações sobre a nossa religião, é nossa obrigação fazê-lo. Mas tentar converter o outro de que a nossa religião é melhor do que a dele, é uma falta de caridade.

Portanto, ao invés de debates intelectuais que não levam a nada, melhor é agirmos de maneira que sirva de exemplo aos outros e não envergonhe a nossa religião, seja ela qual for.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Marcos 11.20-26

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 11


Versículo 20: E, caminhando eles pela manhã, viram que a figueira secara desde as raízes.

Dias antes, Jesus, que ia de Betânia a Jerusalém, havia se dirigido a esta figueira em busca de seus frutos. Como a árvore só tinha folhas, Jesus a repreendeu, dizendo que nunca mais alguém haveria de comer seus frutos.

Ao voltarem de Jerusalém, o grupo passou novamente em frente à figueira, que estava seca desde a sua raiz.

Versículo 21: Pedro, recordando-se do ocorrido, informou a Jesus: "Rabbi! Eis que a figueira que amaldiçoaste secou!"

Versículo 22: Observou-lhes Jesus: "Tende fé em Deus!"

Versículo 23: E, com toda a certeza eu vos asseguro, que se qualquer pessoa ordenar a este monte: 'Levanta-te e lança-te no mar, e não houver dúvida em seu coração, mas crer que se realizará o que pede, assim lhe será feito.'

As montanhas que devemos remover de nossas vidas com certeza encontram-se mais no campo espiritual do que material. Muitas vezes nos deparamos com um defeito em nós que gostaríamos de remover, mas temos muita dificuldade em mudar.

Se estamos há muito tempo combatendo um defeito em nós, mas sem muito sucesso, talvez não tenhamos pedido ajuda Àquele que tem o poder de nos ajudar. Se muitas coisas parecem impossíveis aos olhos dos homens, certamente não o são aos olhos de Deus.

Nosso empenho sincero em nos melhorarmos, juntamente com um pedido de ajuda a Deus, pode fazer o impossível se tornar possível.

Versículo 24: Portanto, eu vos afirmo: Tudo quanto em oração pedirdes, tenhais fé que já o recebestes, e assim vos sucederá.

Versículo 25: Mas, quando estiverdes orando, se tiverdes algum ressentimento contra alguma pessoa, perdoai-a, para que, igualmente, vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas.

Versículo 26: Entretanto, se não perdoardes, vosso Pai que está nos céus também não vos perdoará os vossos pecados."

Jesus nos ensina do poder da oração. Devemos pedir com fé, e receberemos. Entretanto, antes de pedirmos, precisamos aprender a perdoar.

Para que mereçamos o perdão de Deus, precisamos perdoar. Só assim poderemos deixar a mágoa de lado e seguirmos em frente com a nossa vida, sem ficarmos presos àquilo que nos fez mal. O perdão vai ajudar a quem perdoarmos, mas vai ajudar muito mais a nós mesmos.

Com o coração leve pelo perdão, podemos nos dirigir a Deus e pedirmos. Deus vai nos dar o que necessitamos. Entretanto, precisamos saber que existe uma diferença entre o que pedimos e o que necessitamos. Para nossa sorte, Deus sabe a diferença!

domingo, 10 de abril de 2016

Marcos 11.12-19

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 11


Versículo 12: No dia seguinte, enquanto estavam saindo de Betânia, Jesus teve fome.

Jesus, acompanhado por Seus discípulos, realizava Sua última viagem a Jerusalém, para onde se dirigia a fim de participar das solenidades de comemoração da Páscoa judaica.

Versículo 13: E, avistando ao longe uma figueira com folhas, foi verificar se encontraria nela algum fruto. Chegando perto dela, nada encontrou, a não ser folhas, porque não era época de figos.

Jesus aproveitava toda e qualquer oportunidade para transmitir os Seus ensinamentos. Ele sabia que não era época de figos. Por isso, não devemos pensar que Ele foi até a figueira apenas para pegar alguma fruta para comer.

Versículo 14: Então a repreendeu: "Nunca mais, em tempo algum, coma alguém fruto de ti." E os discípulos escutaram quando proferiu isso.

Jesus sabia que não era época de figos. A figueira primeiro se enche de folhas novas para depois dar frutas. Não teria sentido se Ele dissesse que ninguém mais comeria os frutos daquela árvore só porque ela ainda não tinha frutificado, o que em breve aconteceria.

Versículo 15: Assim que chegou a Jerusalém, Jesus entrou no templo e começou a expulsar os que ali estavam apenas comprando e vendendo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que comercializavam pombas.

O cambistas eram pessoas que trocavam moedas estrangeiras por moedas do Templo, que eram as únicas aceitas para pagamento de impostos e para comprar os animais que eram oferecidos em sacrifício. Faziam um negócio altamente lucrativo, cobrando taxas exorbitantes.

Os animais que eram vendidos no Templo eram os únicos que podiam ser aceitos, e isso era também um negócio altamente lucrativo.

Assim, as pessoas se aproveitavam da religião para obterem vantagens financeiras (qualquer semelhança com os dias de hoje é mera semelhança).

Jesus ficou indignado ao ver o que as pessoas tinham feito de um lugar sagrado.

Versículo 16: Também não permitia que ninguém transportasse mercadorias pelo templo.

Versículo 17: E os admoesta, exclamando: "Não está escrito: 'A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos'? Vós, contudo, a tendes transformado em covil de ladrões!"

Um local sagrado, dedicado a Deus, havia se transformado num grande mercado. Tudo isso com a conivência dos sacerdotes, que deveriam ser os primeiros a zelarem pela pureza do local!

Versículo 18: Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei escutaram essas críticas e começaram a tramar um meio para assassiná-lo, pois o temiam, haja vista que todo povo estava maravilhado com o seu saber e ministração.

Versículo 19: E, ao por-do-sol, eles saíram da cidade.

Os sacerdotes, ao perceberem que alguém os criticava, ao invés de pensarem se Jesus tinha ou não razão, acharam mais fácil tramarem para O matarem.

Ao recebermos uma crítica, principalmente no que diz respeito a assuntos religiosos, devemos ponderar o argumento, e tentar perceber em que ponto a pessoa que nos critica pode ter razão. Pode ser que a maior parte do que ela falou não seja verdade. Entretanto, se ela tiver razão em alguma coisa, nós deveremos deixar a vaidade de lado e, de maneira racional, refletirmos.

Muitas vezes, uma pessoa que se acha nossa inimiga pode nos ensinar muito mais do que os nossos amigos. Isso porque ela nos olha com uma mente crítica, procurando nossos defeitos. Se usarmos isso a nosso favor, poderemos montar uma estratégia para suprirmos a nossa deficiência e nos aprimorarmos.

Neste episódio, Jesus usou de justa indignação, sendo veemente em Suas atitudes. Não podemos ser coniventes com coisas absurdas, pensando que reagirmos seria falta de caridade. Uma palavra enérgica, usada na hora certa, pode coibir a proliferação do mal.

E quanto à figueira? Sua estória continua na próxima postagem, na continuação do Evangelho segundo Marcos.