quarta-feira, 13 de julho de 2016

Marcos 14.12-21

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 14


Versículo 12: E, no primeiro dia da festa dos pães sem fermento, quando tradicionalmente se sacrificava o cordeiro pascal, os discípulos de Jesus o consultaram: "Onde desejas que vamos e façamos os preparativos para ceares a Páscoa?

O cordeiro deveria ser sacrificado no dia anterior ao primeiro dia da Festa dos Pães Asmos (sem fermento), por volta das 15 horas, e comido em grupos de pelo menos dez pessoas, no período entre o pôr-do-sol e a meia-noite.

Versículo 13: Então Ele enviou dois de seus discípulos instruindo-lhes: "Ide à cidade, e certo homem carregando um cântaro de água virá ao vosso encontro.

Pedro e João foram encarregados de irem até a cidade. Como na época somente as mulheres carregavam água dessa maneira, ficaria fácil para os discípulos identificarem o homem de quem Jesus falava.

Versículo 14: Segui-o e dizei ao proprietário da casa onde ele entrar que o Mestre deseja saber: 'Onde está a minha sala de jantar onde cearei a Páscoa com os meus discípulos?'

Um costume judaico da época dizia que, na Páscoa, em Jerusalém as pessoas deveriam ceder uma grande sala, mediante pedido prévio, para que um grupo de peregrinos pudesse fazer sua ceia no local.

Versículo 15: E aquele homem vos mostrará um amplo cenáculo todo mobiliado e pronto; ali fazei os preparativos."

Cenáculo: cômodo onde era servida a ceia; refeitório.

Os preparativos para a Páscoa incluíam arrumar a mesa, comprar e preparar o cordeiro pascal, os pães asmos, as ervas e outros alimentos e bebidas próprios da ceia da Páscoa.

Versículo 16: Partiram, pois, os discípulos e chegaram na entrada da cidade onde encontraram tudo como Jesus lhes havia predito. E ali prepararam a Páscoa.

Versículo 17: Ao pôr-do-sol chegou Jesus com seus Doze.

Versículo 18: E quando estavam ceando, reclinados à mesa, Jesus lhes revelou: "Com toda a certeza vos afirmo que um dentre vós, este que como comigo, me trairá."

Nos tempos de Jesus, os judeus faziam suas refeições reclinados sobre almofadas, ao redor de uma mesa baixa.

Depois de Jesus ter sido cumprimentado por Maria, Judas vai até os chefes dos sacerdotes e propõe entregar Jesus a eles. Isso aconteceu antes da ceia da Páscoa, e Jesus demonstra saber o que havia acontecido.

Versículo 19: Eles ficaram consternados e lhe afirmaram: É certo que não serei eu!"

Consternado: triste, desolado.

Os discípulos ficaram abalados ao saberem que um deles trairia Jesus. Judas, que já havia cometido a traição, também diz que não faria isso.

A atitude de Judas causa espanto e indignação. Como alguém pode ter traído Jesus? Mas nós fazemos isso todos os dias, quando não obedecemos o que Ele nos ensinou e quando não confiamos nas palavras que Ele nos deixou, ao recomendar que deixássemos as coisas nas mãos de Deus.

Versículo 20: Mas, asseverou-lhes Jesus: "É um dos Doze, aquele que come comigo do mesmo prato.

Era costume, na ceia da Páscoa, que a sopa de frutas fosse compartilhada por todos.

Jesus estava advertindo Judas, e fez isso sem que os outros discípulos percebessem.

Versículo 21: O Filho do homem vai, conforme está escrito a respeito dele. No entanto, infeliz daquele que trai o Filho do homem! Melhor lhe fora jamais haver nascido!"

Jesus sabia que tinha que passar por tudo aquilo, mas lamenta o que Judas tinha feito. Logo depois que percebeu as consequências de seus atos, Judas se enforcou. Arrependeu-se amargamente de seu engano.

domingo, 10 de julho de 2016

Marcos 14.10-11

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 14


Versículo 10: E, depois disso, Judas Iscariotes, um dos Doze, foi encontrar-se com os chefes dos sacerdotes, com o propósito de lhes entregar Jesus.

Jesus estava na cidade de Betânia, que ficava próxima a Jerusalém, quando Maria, irmã de Lázaro e de Marta, O unge com um unguento caríssimo, que custava o equivalente a quase uma ano de trabalho de um trabalhador braçal.

Os discípulos criticaram violentamente esta atitude, dizendo que o unguento poderia ser vendido e o dinheiro apurado ser dado aos pobres.

Jesus a defende, dizendo que os pobres estariam lá para serem ajudados, mas Ele não, e que ela estava preparando o Seu corpo para o enterro que aconteceria em breve.

Logo depois disso, Judas Iscariotes, um dos doze discípulos, foi procurar os chefes dos sacerdotes para trair Jesus.

O que levou Judas a agir dessa maneira? É impossível saber. Talvez ele quisesse forçar Jesus a se rebelar e lutar contra a dominação romana. Talvez procurasse uma posição de destaque perante os sacerdotes judeus. O fato é que Judas passou para a história como sinônimo de traição.

Versículo 11: Ao ouvirem a proposta, eles ficaram muito satisfeitos e se comprometeram a lhe pagar algum dinheiro. E, por isso, ele procurava uma oportunidade para entregá-lo.

Trair Jesus não foi o pior erro de Judas. Ao perceber a gravidade do que tinha feito, Judas se desesperou e acabou tirando a própria vida, esse sim seu maior erro.

Por maior ou mais grave que seja o engano que tenhamos cometido, Deus está sempre disponível para nos perdoar e ensinar o caminho correto. Mas, para isso, devemos ter fé. Sem fé, tudo fica difícil e complicado. Com fé, sabemos que não estamos sozinhos e que podemos sempre contar cm Deus ao nosso lado.

domingo, 3 de julho de 2016

Marcos 14.3-9

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 14


Versículo 3: E estando Jesus em Betânia, reclinado à mesa na casa de certo homem conhecido como Pedro, o leproso, achegou-se dele uma mulher portando um frasco de alabastro contendo valioso perfume, feito de nardo puro; e, quebrando o alabastro, derramou todo o bálsamo sobre a cabeça de Jesus.

O alabastro era um frasco lacrado, de gargalo longo, que continha valioso perfume, normalmente usado na unção de personalidades notáveis da época.

Naquela época, era costume as pessoas se sentarem no chão, sobre tapetes, para compartilharem a refeição.

Betânia era uma cidade que ficava no declive oriental do monte das Oliveiras (Jerusalém ficava no lado ocidental). Lá, moravam os amigos de Jesus: Lázaro, Maria e Marta.

A mulher que unge Jesus, conforme narram os outros escritores do Evangelho, é Maria, irmã de Lázaro e Marta.

Precisamos entender os costumes da época para uma compreensão do que está sendo descrito neste trecho do Evangelho. Se contextualizarmos a cena, temos que Jesus estava próximo a Jerusalém, na cidade de Betânia, comendo na casa de Pedro. Maria, irmã de Lázaro e Marta, usa um óleo precioso (e muito caro) para ungir Jesus.

Versículo 4: Diante disso, indignaram-se alguns dos presentes, e a criticavam entre si: "Para que este desperdício de tão valioso perfume?

Versículo 5: Um bálsamo como este poderia ser vendido por trezentos denários, e o dinheiro ser doado aos pobres." E a censuravam severamente.

No evangelho de João, é citado que Judas Iscariote particularmente se indignou com o fato de Maria ter usado um unguento tão caro em Jesus. Judas era quem cuidava do dinheiro do ministério de Jesus. Um denário era a quantia que um trabalhador recebia por um dia de trabalho. Trezentos denários era o salário que um soldado romano recebia por quase um ano de trabalho. Essa quantia deve ter despertado a cobiça de Judas.

Versículo 6: "Deixai-a em paz!" - ordenou-lhes Jesus. "Por que causais problemas a esta mulher? Ela realizou uma boa ministração para comigo."

Os discípulos estavam irritados com Maria, pois achavam que ela havia desperdiçado dinheiro. Acreditavam que ela poderia ter vendido o perfume e dado o dinheiro aos pobres, ao invés de ungir Jesus. Só não raciocinaram que, assim pensando, estavam achando que Jesus não era digno de tal honraria.

Versículo 7: Quanto aos pobres, sempre os tendes ao vosso lado, e os podeis ajudar todas as vezes que o desejardes, todavia a mim nem sempre me tereis.

Jesus já havia avisado os Seus discípulos que Seu tempo aqui na Terra estava acabando. Fez isso em diversas ocasiões. Entretanto, eles pareciam não entender a mensagem. Aqui, Jesus diz que não faltariam oportunidades para ajudar os pobres, mas que Ele não estaria presente por muito tempo.

Versículo 8: A mulher fez tudo que estava ao seu alcance. Derramou o bálsamo sobre mim, antecipando a preparação do meu corpo para o sepultamento.

Era costume, entre os judeus, que o corpo, ao ser preparado para o sepultamento, fosse ungido com óleos aromáticos. Entretanto, os que fossem condenados à morte por um crime não recebiam este preparo. Jesus diz que Maria estava preparando o corpo dele para o sepultamento, o que aconteceria em breve.

Versículo 9: Com toda a certeza Eu vos asseguro: onde quer que o Evangelho for pregado, por todo o mundo será também proclamada a obra que esta mulher realizou, e isso para que ela seja sempre lembrada."

Até hoje o que esta mulher fez é lido, estudado e comentado. Será que ela tinha consciência disso?

Quantos de nós pensam que o que fazem, qualquer coisa que seja, tem consequências? O que fazemos hoje está determinando o nosso futuro. Nossas ações vão repercutir em nós mesmos e nos outros.

Ao invés disso, desperdiçamos o nosso tempo em ações que não nos trarão nada de bom, e deixamos de fazer o que pode nos trazer um futuro espiritual melhor.

Já é tempo de agirmos com coerência: se sabemos que somos um espírito imortal, que por breves momentos estamos num corpo material, e que mais cedo ou mais tarde voltaremos para o nosso verdadeiro lar, que é o mundo espiritual, por que só valorizamos a vida material?

O erro que hoje cometemos vai nos causar problemas daqui alguns anos. O bem que fizermos via trazer alívio a muitas dores nossas e dos outros. Podemos optar sobre o que queremos que nos aconteça no futuro. Precisamos agir com sabedoria.


sábado, 25 de junho de 2016

Marcos 14.1-2

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 14


Versículo 1: Restavam somente dois dias para a Páscoa e para a festa dos pães sem fermento. Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei buscavam um meio de surpreender Jesus em qualquer erro e assim poder condená-lo à morte.

A Páscoa judaica é uma celebração pela noite em que os hebreus foram libertos da escravidão do Egito.

A festa dos pães asmos (sem fermento), que dura sete dias, relembra a saída do Egito. Como essa saída tinha que acontecer imediatamente e as pessoas não tinham tempo para se prepararem adequadamente, não houve tempo para fermentar o pão, que era o principal alimento da época, e por isso ele foi assado sem fermento.

Essa celebração chegava a reunir três milhões de pessoas em Jerusalém, uma cidade com cinquenta mil habitantes na época.

Versículo 2: Entretanto, comentavam: "Que não seja durante as festividades, para que o povo não se tumultue."

Por reunir um grande número de pessoas, as autoridades romanas e israelenses estavam preocuparas com a possibilidade de tumultos e rebeliões se matassem Jesus durante essa festividade. Ao mesmo tempo eles queriam conter a influência de Jesus a qualquer custo.

A morte de Jesus já estava decidida. Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei estavam apenas esperando um pretexto razoável para a sua determinação, pois Jesus a todo momento questionava a autoridade deles, mostrando que o que Deus queria dos homens era muito diferente do que eles ensinavam.

Jesus veio para trazer uma nova mensagem, ensinando aos homens uma nova maneira de se relacionarem com Deus. Mas a novidade sempre assustou as autoridades, que para se manterem no poder precisavam que tudo continuasse como estava. Assim, ao invés de receberem de braços abertos o Messias que eles mesmo anunciavam, que viria trazer a salvação, preferiram continuar presos ao que já tinham, sem se abrirem para o novo.

Tanto é verdade que a mensagem de Jesus é revolucionária é que ela, até hoje, dois mil anos depois, continua com o frescor da novidade, vibrante e atual, e ainda difícil de ser compreendida por muitos.

O Espiritismo, ao retomar a mensagem de Jesus, traz sua pureza e vigor, ensinando aos homens um Deus pai, amoroso e justo, que sempre permite aos seus filhos a oportunidade de aprendizado e recomeço. É por isso que podemos considerar o Espiritismo como um embrião da religião do futuro, quando todos os homens entenderem a profundidade da mensagem de Jesus.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Marcos 13.32-37

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 13


Versículo 32: Todavia, a respeito daquele dia ou hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho do homem, senão apenas o Pai.

Versículo 33: Estai, pois atentos e vigiai! Porquanto não cabe a vós saber quando será esse tempo.

No capítulo 13 do Evangelho de Marcos, também chamado de "Sermão Profético" ou "Pequeno Apocalipse", temos o evangelista narrando o retorno de Jesus, o final dos tempos e o início de uma nova era.

Fica claro, nestes dois versículos, que ninguém, nem mesmo Jesus, sabe quando essas coisas vão acontecer.

Versículo 34: É como um homem que viaja para outro país e, deixando a sua casa, encarrega cada um dos seus servos das suas tarefas e ordena ao porteiro que vigie.

Versículo 35: Vigiai, pois, uma vez que não sabeis quando regressará o dono da casa: se à tarde, à meia-noite, ao cantar do galo ou mesmo ao raiar do dia.

Versículo 36: E, em vindo repentinamente, que não vos surpreenda entregue ao sono.

Versículo 37: O que vos tenho dito, proclame a todos: Vigiai!"

Se os fatos descritos neste capítulo não têm data certa para acontecer, devemos estar preparados, pois eles podem ocorrer a qualquer momento. Podemos fazer isso através do estudo, mas principalmente através da prática dos ensinamentos de Jesus.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Marcos 13.28-31

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 13


Versículo 28: Portanto, aprendei com o ensino da figueira: Quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar, sabeis que o verão vem chegando.

Versículo 29: Dessa mesma maneira, assim que observardes esses sinais ocorrendo, sabei que o tempo está próximo, já às portas.

Marcos dedica todo o capítulo 13 ao que é chamado de "Sermão Profético" ou também de "Pequeno Apocalipse". São descritos os sinais que surgirão na Terra anunciando o retorno de Jesus, o final dos tempos e o início de uma nova era. Para melhor compreender do que se trata, sugiro a leitura do capítulo 13 desde o início, cujos comentários estão nas postagens anteriores do blog.

Versículo 30:  Com toda a certeza vos afirmo que não passará esta geração até que todos esses fatos ocorram.

A destruição de Jerusalém, prevista por Jesus, aconteceu no ano 70 da era cristã; portanto, muitos dos que conheceram Jesus puderam ver o Templo de Jerusalém destruído, como Jesus havia profetizado.

Quanto ao "final dos tempos", a geração a que Jesus se refere deve ser entendida como a de espíritos que estão ligados ao planeta Terra.

Versículo 31: O céu e a terra passarão, contudo as minhas palavras nunca passarão.

Mesmo depois de passados mais de dois mil anos, os ensinamentos de Jesus continuam válidos. Tudo o que era conhecido na época de Jesus sofreu modificações, mas os Seus ensinamentos permanecem os mesmos, válidos até hoje.

Se pensarmos na Ciência, o que aprendemos há dez anos pode não ser mais verdade nos dias de hoje. Existe alguma coisa tida como verdadeira há dois mil anos e que hoje não é diferente?

Não paramos para pensar, mas a mensagem de Jesus é a única coisa constante em nosso planeta. Tudo o mais se modifica.

Apesar disso, e do fato de sermos espíritos que, mais cedo ou mais tarde, voltaremos à nossa verdadeira pátria, que é a espiritual, não gastamos nem uma hora por semana cuidando dos interesses do espírito. O restante do nosso tempo nós desperdiçamos com coisas fúteis, que hoje estão aqui e que amanhã não mais existirão.

Precisamos readequar o nosso tempo, utilizando-o com coisas que realmente nos tragam benefícios quanto retornarmos à pátria espiritual. O resto é bobagem.

sábado, 4 de junho de 2016

Marcos 13.24-27

Evangelho segundo Marcos


Capítulo 13


Versículo 24: Porém, naqueles dias, depois do referido período de tribulação, 'o sol escurecerá e a lua não dará a sua luz;

Versículo 25: as estrelas cairão dos céus e os poderes celestes serão abalados.'

Versículo 26: Então o Filho do homem será visto chegando nas nuvens, com grande poder e glória.

Versículo 27: Ele enviará os seus anjos e reunirá os seus eleitos dos quatro ventos, das extremidades da terra até os confins do céu.

Um pouco antes, Jesus havia falado sobre "a grande tribulação", um período que traria muito sofrimento e anunciaria a Sua volta.

Depois, Jesus fala que será visto novamente na terra. Mas fala isso de maneira enigmática.

Como sabemos que o nosso planeta está passando por um período de transformação, indo de um planeta de expiação e provas para um de regeneração, talvez Jesus esteja presente nos momentos mais intensos desta transição, quando os espíritos que não se encontram aptos a acompanharem essa mudança serão retirados daqui e levados a um planeta inferior à Terra, mais adequado a seu padrão evolutivo.

Entretanto, não podemos afirmar com certeza que seja este o significado das palavras de Jesus, pois elas não são claras.

Devemos tomar muito cuidado ao interpretarmos o significado de certas passagens do Evangelho. Não podemos correr o risco de uma interpretação equivocada, pois as consequências são sempre danosas. Se não compreendemos certas passagens, não há nada de errado em dizer que não sabemos o que ela significa. Como disse Kardec, é melhor rejeitar noventa e nove verdades do que admitir uma mentira.