segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Lucas 6.43-45

Evangelho segundo Lucas


Capítulo 6


Versículo 43: "Nenhuma árvore boa dá fruto ruim, nenhuma árvore ruim dá fruto bom.

Versículo 44: Toda árvore é reconhecida por seus frutos. Ninguém colhe figos de espinheiros, nem uvas de ervas daninhas.

Versículo 45: O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração.

Nossas ações dizem mais sobre o que somos do que o nosso discurso. Assim como sabemos que tipo de árvore estamos vendo ao analisarmos os seus frutos, uma pessoa também deve ser avaliada por aquilo que faz, e não pelo que fala.

Quando falamos alguma coisa a respeito de uma pessoa, o que falamos diz mais respeito a nós do que a respeito da pessoa de quem falamos. Precisamos analisar as nossas palavras, pois assim conseguiremos enxergar quem nós somos, realmente.

Também precisamos ter cuidado com o que falamos, pois ao falarmos, mobilizamos energias que não percebemos, e estimulamos o que existe em nosso interior. Temos, dentro de nós, as sementes de tudo o que existe em termos de bondade e de maldade. A semente que vai florescer é aquela que nós alimentarmos. Muito cuidado, portanto, com conversas inúteis e/ou sobre assuntos que não são do bem.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Lucas 6.39-42

Evangelho segundo Lucas


Capítulo 6


Versículo 39: Jesus fez também a seguinte comparação: Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois no buraco?

Como uma pessoa que não conhece muito bem o que pretende ensinar pode ensinar os outros? Como pode ter a pretensão de os guiar no caminho do conhecimento se ela própria desconhece esse caminho? Como uma pessoa que não conhece o Espiritismo pode querer ensinar isso às outras pessoas?

Para se obter um conhecimento minimamente aceitável do Espiritismo, deve-se estudar em profundidade (e não apenas ler) as obras básicas de Kardec, além de outras obras consideradas fundamentais de autores que se dedicaram ao estudo sério da Doutrina. Além disso, deve se dedicar aos estudos de diversos livros psicografados por Chico Xavier que se dedicam à compreensão do mundo espiritual.

Quando nos propomos ao conhecimento da fundamentação do Espiritismo, o "achismo" não tem lugar. A nossa opinião é muito importante, sem dúvida, mas não deve estar acima do que a Doutrina Espírita nos ensina. Ao expressarmos a nossa opinião, devemos deixar bem claro que estamos dando a nossa opinião, e não trazendo informações deixadas por estudiosos do tema.

O que vemos, muitas vezes, chega a beirar o temerário: uma pessoa mal preparada, sem conhecimento da Doutrina, falando para um público que não se preocupa em filtrar o que está ouvindo, ou, como nos ensinou Kardec, passar tudo pelo crivo da razão. Assim, temos uma pessoa que desconhece o assunto do qual está falando se dirigindo a pessoas que não sabem o que estão escutando. Isso vai resultar num desastre, certamente. Temos um cego conduzindo outro cego, por um caminho que ambos desconhecem. A chance de os dois caírem num buraco é muito grande.

Com isso, não queremos dizer que devemos nos transformar em religiosos radicais, intransigentes, recusando qualquer informação que não conste nas obras de Kardec. Mas daí a aceitar qualquer bobagem apenas porque é uma "inovação", a distância é muito grande.

Versículo 40: O discípulo não está acima do seu mestre, mas todo aquele que for bem preparado será como o seu mestre.

Durante o processo de aprendizado, o aluno precisa se colocar acessível ao ensino. Caso se considere melhor do que aquele que está ensinando, no sentido de ter mais conhecimento, não vai conseguir aprender nada, pois acredita que já sabe tudo. Ninguém pode preencher um copo que já está cheio!

Terminado o aprendizado, o aluno está em condições de seguir o seu próprio caminho, rumo à aquisição de conhecimento. Depois de seu amadurecimento, estará preparado a ensinar, assim como foi ensinado.

Versículo 41: "Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?

Versículo 42: Como você pode dizer ao seu irmão: 'Irmão, deixe-me tirar o cisco do seu olho", se você mesmo não consegue ver a viga que está em seu próprio olho? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.

Como podemos tentar ajudar a pessoa que está com um cisco no olho (uma coisa pequena) se nós temos uma trave (um pedaço muito grande de madeira) em nosso olho? Como pretendemos corrigir os defeitos (pequenos) em nosso semelhante, se não enxergamos os defeitos (grandes) que temos em nós? Não podemos modificar o outro, mas temos o potencial de nos modificarmos. Essa é a mensagem de Jesus: antes de querermos corrigir o outro, vamos corrigir a nós mesmos.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Lucas 6.37-38

Evangelho segundo Lucas


Capítulo 6


Versículo 37: Não julguem, e vocês não serão julgados. Não condenem, e não serão condenados. Perdoem, e serão perdoados.

Certa ocasião, durante uma reunião mediúnica, o espírito que estava se comunicando disse que não deveríamos julgar as pessoas, pois já existia alguém "lá em cima" encarregado de fazer isso. A mensagem, muito simples em sua aparência, mas profunda, veio de um espírito que optava por se apresentar como criança, e calou fundo em todos os membros do grupo.

De fato, Deus é o único que tem discernimento suficiente para julgar a todos. Se Ele perdoa de maneira infinita, quem somos nós para não perdoarmos?

O cristão não deve censurar, e muito menos se entregar a comentários sobre a vida de outra pessoa. O julgamento de alguém, bem como a vingança ou punição, pertencem exclusivamente a Deus. Entretanto, não estamos isentos de responsabilidade de desenvolvermos senso crítico sobre o que presenciamos, nem sobre o discernimento entre o certo e o errado. Podemos não concordar com certas atitudes, mas isso não nos dá o direito de sairmos distribuindo juízo de valor a torto e a direito.

Versículo 38: Deem, e lhes será dado; uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês. Pois a medida que usarem também será usada para medir vocês.

Jesus nos garante que as nossas ações sempre terão como consequências reações em nossas vidas. Essa é a lei do Universo, não podemos escapar dela. Assim, receberemos da vida o mesmo que fizermos aos outros. Não de maneira direta, mas a mesma energia, e da mesma intensidade.

Não existe um livro de contabilidade onde são escritos o que fazemos, tanto de bom quanto de ruim. Assim, se fizermos três boas ações, não significa que receberemos três coisas boas na vida. Mas podemos ter a certeza de que colheremos o que plantamos.

Estamos todos encarnados com a finalidade de aprendizado. Assim como em uma escola, uns aprendem mais rapidamente que outros, mas todos, no final atingirão sua meta, que é diferente para cada um. Além disso, o aprendizado é individual e intransferível. O fato de criticarmos alguém não traz nenhuma modificação nessa pessoa, e não faz com que nos tornemos pessoas melhores.

Devemos agir como o agricultor, que planta e serenamente aguarda a colheita. A bondade com que atuarmos sobre a vida do outro mais cedo ou mais tarde retornará para nós.

Se Jesus, modelo de perfeição, não criticou, e pregou o perdão, esse deve ser um ótimo exemplo a ser seguido.


sábado, 19 de agosto de 2017

Lucas 6.27-36

Evangelho segundo Lucas


Capítulo 6


Versículo 27: Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam,

Versículo 28: abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam.

Em grego (língua na qual foi escrito o Evangelho por Lucas), existiam várias palavras para significar "amor":
- storge: afeição natural;
- philia: amor amizade;
- eros: amor romântico, erótico, sensual.
A expressão usada por Jesus foi "agape", que significa o amor perdão, misericórdia, graça, compreensão, paciência, sacrifício.

O ensinamento de Jesus é uma evolução das leis de Moisés, que ensinavam que Deus era cruel e vingativo. Jesus manda que oremos por aqueles que nos causam mal. Nada de "olho por olho, dente por dente" das leis de Moisés. A regra de Jesus é o amor. Sem vinganças, mas com perdão. E mostra a necessidade de orarmos por aqueles que mais precisam de oração: os que encontram prazer em prejudicar o próximo.

Versículo 29: Se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém lhe tirar a capa, não o impeça de tirar-lhe a túnica.

Jesus se referia à antiga lei que previa a pena de morte para diversos crimes (podem ser encontradas em Êxodo capítulo 21, versículos 12 a 35). Ele traz uma nova lei, mais adequada ao Deus Pai, pleno de amor: ao sermos decepcionados, traídos ou mesmo agredidos, não devemos guardar amargura contra a humanidade e generalizar; devemos nos abrir a novas oportunidades (o que significa "dar a outra face").

Jesus nos ensina que, para sermos felizes, precisamos ser controlados pelo amor "agape", não reagindo com ódio quando alguém nos priva ou rouba de nossos bens materiais.

Versículo 30: Dê a todo aquele que lhe pedir, e se alguém tirar o que pertence a você, não lhe exija que o devolva.

Esse é um ensinamento difícil de ser colocado em prática, pois não possuímos os objetos, mas (devido à nossa inferioridade moral) somos possuídos por eles.

Como muitas outras qualidades, o desapego também pode ser exercitado e desenvolvido através de ações conscientes. Vamos nos propor a, pelo menos uma vez no dia, exercitar o que este versículo nos ensina. Ao final de algum tempo, estaremos fazendo isso com naturalidade, sem esforços.

Versículo 31: Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles.

Isto é muito simples de entender, mas temos pessoas que acreditam que essa regra não diz respeito a elas. Elas acreditam que podem tratar mal todo mundo, mas merecem ser bem tratadas sempre. Têm a ideia de que são melhores do que os outros.

Se achamos que merecemos ser bem tratados, devemos começar por tratar bem as pessoas. Se queremos respeito, carinho e atenção, devemos agir assim com as pessoas. Fica tudo muito parecido com a lei da física que diz que a toda ação corresponde uma reação de igual intensidade. Simples assim.

Versículo 32: "Que mérito vocês terão, se amarem aos que os amam? Até os pecadores amam aos que os amam.

Versículo 33: E que mérito terão, se fizerem o bem àqueles que são bons para vocês? Até os pecadores agem assim.

Versículo 34: E que mérito terão, se emprestarem a pessoas de quem esperam devolução? Até os pecadores emprestam a pecadores, esperando receber devolução integral.

Jesus nos ensina que, se fizermos o bem apenas às pessoas que também nos fazem o bem, não temos mérito algum nessa ação, pois a pior das criaturas é capaz de amar as pessoas que as amam. O amor "agape" pede que consigamos ir além.

Versículo 35: Amem, porém, os seus inimigos, façam-lhes o bem e emprestem a eles, sem esperar receber nada de volta. Então, a recompensa que terão será grande e vocês serão filhos do Altíssimo, porque ele é bondoso para  com os ingratos e maus.

Versículo 36: Sejam misericordiosos, assim como o Pai de vocês é misericordioso.

A palavra "amar" é um verbo, e um verbo indica ação. Deve ser uma atitude consciente, um alvo a ser atingido. O amor cristão implica em romper as fronteiras do comum, de buscar o extraordinário: o amor universal, aquele mesmo amor que Jesus sente por nós. Não podemos oferecer nada menos do que isso aos nossos irmãos. E se alguém tiver dificuldade em entender esse amor, estude com profundidade e atenção a mensagem deixada por Jesus, que foi o amor encarnado.



domingo, 13 de agosto de 2017

Lucas 6.20-26

Evangelho segundo Lucas


Capítulo 6



Versículo 20: Olhando para os seus discípulos, ele disse: "Bem-aventurados vocês, os pobres, pois a vocês pertence o Reino de Deus.

Alguns estudiosos acreditam que o relato de Lucas é sobre o sermão registrado por Mateus nos capítulos 5 a 7. Outros acreditam que se trata de um sermão feito em diferente situação. Outros ainda acreditam que este não foi um sermão, mas sim um compêndio, isto é, um resumo da doutrina de Jesus.

Jesus diz que o reino dos céus, o reino onde impera a justiça e a equidade, é destinado aos pobres, ou seja, àqueles que não estão em busca da riqueza material. Não se pode almejar enriquecer materialmente e espiritualmente ao mesmo tempo, pois existe um profundo conflito de interesses, e os objetivos são completamente diferentes.

Versículo 21: Bem-aventurados vocês, que agora têm fome, pois serão satisfeitos. Bem-aventurados vocês, que agora choram, pois haverão de rir.

A expressão "bem-aventurado" significa "feliz". Jesus disse que aquele que tem fome é feliz. Podemos ter diversos entendimentos sobre isso:
- feliz daquele que, no momento, passa por necessidade, pois isto pode ser uma fonte de aprendizado muito enriquecedor no sentido espiritual;
- segundo Mateus, bem-aventurados os que têm fome de justiça, pois terão sua fome saciada;
- feliz daquele que "tem fome", aquele que está em busca de algo que lhe falta. Só pode encontrar alguma coisa aquele que busca, aquele que acredita que está faltando algo em sua vida.

Que consolo pode haver para aquele que sofre? Jesus disse que os que sofrem são felizes, pois haverão de sorrir. Vamos pegar um exemplo de onde o Espiritismo, conforme se propõe, vem explicar e aprofundar a mensagem de Jesus. Uma mãe que perde um filho vai ter poucos motivos para sorrir, a menos que ela acredite que exista vida após a morte, e tudo o que acontece conosco tem um propósito. Tanto a morte do filho quanto o sofrimento pelo qual esta mãe está passando tem uma causa, e se Deus é justo e bom, a causa deste sofrimento deve ser justa. Olhando a existência como uma sucessão de nascimentos e mortes, tudo faz mais sentido.

Versículo 22: Bem-aventurados serão vocês, quando os odiarem, expulsarem e insultarem, e eliminarem o nome de vocês, como sendo mau, por causa do Filho do homem.

Não devemos pensar que este versículo é uma exaltação ao radicalismo religioso, dizendo que não devemos ver problemas no fato de causarmos mal estar nos outros por causa de nossas crenças religiosas.

A ideia a ser transmitida é que não devemos nos preocupar quando, em decorrência de nossas atitudes como verdadeiros cristãos, sofremos algum tipo de discriminação. As pessoas, no geral, dizem uma coisa e fazem outra. Se falarmos e agirmos como cristãos, isso vai causar incômodo, pois isso contraria o "senso comum", o que a sociedade espera das pessoas. Jesus diz que seremos felizes, e não há motivo para duvidarmos disso.

Versículo 23: Regozijem-se nesse dia e saltem de alegria, porque grande é a sua recompensa no céu. Pois assim os antepassados deles trataram os profetas.

No passado, os profetas (aqueles que falam em nome de Deus) sofreram perseguições e muitos foram mortos. Isso aconteceu porque o que transmitiam (a mensagem de Deus) contrariava o que a maioria das pessoas pensava. Nós, espíritas, que devemos falar e agir de acordo com os ensinamentos de Jesus e não de acordo com o que a sociedade faz, estamos sujeitos a diversas contrariedades também.

Não devemos pensar que, por agirmos de acordo com os ensinamentos cristãos, a sociedade vai nos aplaudir e ter em conta de grandes pessoas. Nossas atitudes vão contrariar muitos interesses e, mais do que isso, servir como um espelho, mostrando o que as pessoas não querem enxergar. Jesus já nos alertava sobre isso, e dizia que o nosso trabalho não é vão, pois nossa evolução espiritual cresce através desta atitude.

Versículo 24: Mas ai de vocês, os ricos, pois já receberam a sua consolação.

Versículo 25: Ai de vocês, que agora têm fartura, porque passarão fome. Ai de vocês, que agora riem, pois haverão de se lamentar e chorar.

Versículo 26: Ai de vocês, quando todos falarem bem de vocês, pois assim os antepassados deles trataram os falsos profetas.

A mensagem de Jesus é muito clara: quem escolher as recompensas vindas da vida material, já terá recebido tudo a que tinha direito nessa vida, ou seja, não acumulou nenhum benefício para a vida espiritual.

Não existem dois caminhos: ou vivemos com os olhos voltados para a vida espiritual, ou para a vida material. As consequências das escolhas de cada caminho estão muito bem explicadas por Jesus. Cada um deve fazer a sua opção.

domingo, 30 de julho de 2017

Lucas 6.17-19

Evangelho segundo Lucas


Capítulo 6


Versículo 17: Então, desceu Jesus com os apóstolos e parou num lugar plano. Estavam ali reunidos muitos dos seus discípulos, e uma enorme multidão vinda de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidom,

Versículo 18: pessoas que vieram para serem ensinadas por Ele e curadas de suas doenças. Aqueles que eram atormentados por espíritos impuros foram curados,

Versículo 19: e cada pessoa da multidão procurava tocar nele, pois dele emanava poder que curava a todos.

Jesus tinha escolhido Seus doze apóstolos dentre os que eram Seus discípulos.
Discípulo: aprendiz, aluno receptivo a ensinamentos.
Apóstolo: cada um dos doze discípulos de Jesus encarregados de difundir a palavra de Deus.

Assim, Jesus tinha numerosos discípulos, que eram pessoas que O acompanhavam e que eram por Ele ensinadas. Destes, Jesus escolheu doze para serem Seus apóstolos; eles teriam um convívio mais íntimo com Jesus, compartilhando o dia a dia, e receberiam ensinamentos mais aprofundados.

Temos uma multidão que estava em volta de Jesus. Essas pessoas procuravam várias coisas:
- ensinamentos: a religião, na época de Jesus, era ensinada de maneira burocrática, restringindo-se ao cumprimento de uma série de regras. Perdeu-se o foco, que seria aproximar o homem de Deus;
- cura de doenças: a medicina daquela época estava apenas engatinhando, e além disso só estava acessível a quem pudesse pagar por ela, o que custava muito caro. Uma pessoa que curasse de verdade era um achado e tanto;
- desobsessão: pessoas atormentadas por espíritos não é uma novidade inventada pelo Espiritismo. O Evangelho está repleto de relatos sobre isso. Jesus tinha o poder de curar todos os processos obsessivos.

As pessoas percebiam a imensa energia que emanava de Jesus, e que essa energia tinha o poder de curar. De onde vinha essa energia? Da imensa evolução espiritual de Jesus, inigualável até hoje. Mas sobretudo do amor imenso que ele sentia pelas pessoas. Foi devido a esse amor que Jesus decidiu encarnar e ensinar às pessoas como se aproximarem de Deus. Foi também por causa desse amor que Ele curou tanto as doenças espirituais quanto as físicas. E foi o amor que Ele veio ensinar. Segundo Suas palavras, todas as leis e todos os ensinamentos dos profetas poderiam ser resumidos no amor: a Deus e ao próximo.

Como nós somos seres imperfeitos, mas rumando à perfeição, ainda precisamos estudar muito para compreender o amor, e nos esforçarmos todos os dias para o praticar. Jesus simplesmente viveu o amor.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Lucas 6.12-16

Evangelho segundo Lucas


Capítulo 6


Versículo 12: E ocorreu naquela ocasião que Jesus se retirou para um monte a fim de orar, e atravessou toda a noite em oração a Deus.

Antes de um momento importante, Jesus se retirava para orar. Vemos essa descrição em muitos trechos dos Evangelhos.

Jesus orava a Deus antes de se decidir. Nós fazemos o contrário: tomamos geralmente uma decisão de maneira apressada. Quando não dá certo, rezamos e pedimos a ajuda de Deus.

Se quisermos ter melhoras em nossas vidas, evitando aborrecimentos, devemos aprender com Jesus: orarmos antes de nos decidirmos, pedindo a Deus que nos dê uma direção. E o mais importante: aceitarmos o direcionamento dado por Ele.

Versículo 13: Logo ao nascer do dia, convocou seus discípulos e escolheu dentre eles doze, a quem também designou como apóstolos.

Discípulo: aprendiz, aluno receptivo a ensinamentos.
Apóstolo: alguém que recebeu comissão e autoridade explícitos daquele que o enviou todavia sem o poder para transferir seus atributos a outra pessoa. Enviado para uma missão específica.

A descrição deste Evangelho é um pouco diferente do que encontramos nos outros: Jesus tinha muitas pessoas que O seguiam e a quem ensinava, e destas pessoas escolheu doze para serem Seus apóstolos, os quais teriam um convívio mais próximo com Ele e receberiam ensinamentos mais profundos.

Os outros evangelhos dizem que Jesus escolheu Seus discípulos entre pescadores que encontrou.

Versículo 14: Simão, a quem deu o nome de Pedro; seu irmão André; Tiago; João; Filipe; Bartolomeu;

Versículo 15: Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu; Simão, conhecido como Zelote;

Versículo 16: Judas, filho de Tiago; e Judas Iscariotes, que se tornou traidor.

Os apóstolos nem sempre foram referidos nos textos por um único nome: Simão às vezes é chamado de Pedro ou Cefas; Mateus também era conhecido como Levi; acredita-se que Bartolomeu fosse um outro nome de Natanael; Judas, filho de Tiago, também era chamado de Tadeu.

Fica a mensagem de Jesus: antes de tomarmos uma decisão importante, devemos procurar um local tranquilo, isolado e nos colocarmos em oração. Sentiremos uma profunda mudança em nossas vidas a partir do momento que fizermos isso: orar antes, e não depois de nos decidirmos.