terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Férias

Estou saindo de férias. Retorno com as publicações em meados de janeiro.
Um abraço a todos.
Um feliz Natal. E não se esqueçam quem é o aniversariante do dia 25.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Mateus 11, 12-15

Evangelho segundo Mateus


Capítulo 11


Versículo 12: E, desde os dias de João Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele.

Versículo 13: Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João.

Versículo 14: E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir.

Versículo 15: Quem tem ouvidos para ouvir ouça.

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Malaquias é o último livro do Antigo Testamento. Com a morte de Malaquias, não surgiram novos profetas por mais de 400 anos. No capítulo 4 do livro  de Malaquias, no versículo 5, ele diz que o profeta Elias será enviado para anunciar a vinda do Messias.

No capítulo 12 do evangelho segundo Mateus, vemos que os discípulos de João Batista procuram Jesus para confirmar se Jesus é mesmo o Messias prometido. Jesus pede que eles digam a João Batista as curas que acontecem e o evangelho anunciado a todos sem distinção (versículos 1 a 6).

Depois, Jesus confirma que João Batista é aquele que deveria preparar o caminho do Messias (versículos 7 a 11).

Agora, Jesus cita a profecia que Elias viria antes do Messias prometido, e que João Batista era Elias. Como todos conheciam João Batista desde o seu nascimento, não resta outra opção senão entender que ele era a reencarnação de Elias.

No livro de Malaquias, é dito que o profeta Elias será enviado. Não é dito que alguém semelhante a Elias virá. Como isso é possível, se na época de Malaquias o profeta Elias já havia morrido? Somente a reencarnação pode explicar isso.

Na época narrada no Antigo Testamento, temos muitos relatos de violências cometidas. Deus é mostrado como um pai vingativo e cruel, capaz de se vingar e mandar matar mulheres e crianças. O povo de Israel, escolhido por Deus, matava seus inimigos sem piedade. As pessoas acreditavam que, por lutarem em nome de Deus, tinha o direito de cometer as maiores barbaridades.

Jesus traz uma nova mensagem. Nela, não há espaço para a violência. Sua mensagem é muito diferente das regras dadas por Moisés. Isso acontece porque o povo já havia amadurecido bastante desde aquela época, estando apto a entender melhor a natureza de Deus.


Ao falar da violência, Jesus também pode ter se referido aos fariseus, que se achavam os únicos dignos de interpretar as leis de Moisés e os únicos que as seguiam. Para se manterem no poder, faziam alianças com os romanos, que eram os que estavam no poder e oprimiam os judeus. Os fariseus usavam de violência para se manterem no poder, achando que podiam forçar sua entrada no reino dos céus.


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Mateus 11, 7-11

Evangelho segundo Mateus


Capítulo 11



Versículo 7: E, partindo eles, começou Jesus a dizer às turbas, a respeito de João: Que fostes ver no deserto? uma cana agitada pelo vento?

Versículo 8: Sim, que fostes ver? Um homem ricamente vestido? Os que trajam ricamente estão nas casas dos reis.

Versículo 9: Mas então que fostes ver? um profeta? sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta;

Versículo 10: Porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o meu anjo, que preparará diante de ti o teu caminho.

Versículo 11: Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele.

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No início do capítulo 11, Jesus conversava com os apóstolos de João Batista, que estava preso e os tinha enviado para confirmar se Jesus era o Messias prometido. Quando esses discípulos vão embora, Jesus pergunta à multidão que estava ao seu redor sobre o que eles procuravam quando tinham ido ver a pregação de João Batista no deserto.

João Batista nasceu um pouco antes de Jesus. Trazia uma mensagem de arrependimento  e de busca do cumprimento da vontade de Deus. Era conhecido por se vestir com peles de animal, alimentar-se de mel e gafanhotos e batizar as pessoas como uma simbologia do nascimento para uma nova vida.

No Antigo Testamento, no livro de Malaquias (capítulo 3, versículo 1), há uma citação de alguém que viria antes do Messias, a fim de preparar o caminho dele. Jesus afirma que João Batista é essa pessoa, a que preparou o caminho para a vinda dEle, e que João é um grande profeta (profeta é aquele que prega a palavra de Deus).

Ao dizer que o menor no reino dos céus é maior do que João Batista, Jesus nos dá um alerta sobre a vaidade, pois diz que qualquer um é maior do que ele.

Não somos grandes devido a nossas realizações. Somos grandes ao cumprirmos a vontade de Deus. Antes de reencarnarmos, assumimos compromissos no mundo espiritual. Para sairmos vencedores, nesta encarnação, temos o dever de honrar esses compromissos. Deus tem planos para a nossa vida. Ele vai nos utilizar para semearmos o bem e diminuirmos o sofrimento das pessoas. É isso que nos torna grandiosos perante Deus.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Mateus 11, 1-6

Evangelho segundo Mateus



Capítulo 11


Versículo 1: E. aconteceu que, acabando Jesus de dar instruções aos seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles.

Versículo 2: E João, ouvindo no cárcere falar dos feitos de Cristo, enviou dois dos seus discípulos,

Versículo 3: A dizer-lhe: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?

Versículo 4: E Jesus, respondendo, disse-lhe: Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes:

Versículo 5: Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados,e aos pobres é anunciado o evangelho.

Versículo 6: E bem-aventurado é aquele que se não escandalizar em mim.

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Na narrativa de Mateus do evangelho, todo o capítulo 10 é dedicado a descrever como Jesus preparou seus discípulos para que eles pregassem as boas novas. Neste novo capítulo, Jesus acaba as suas instruções, e parte com seus discípulos para ensinar nas cidades da Galiléia.

João Batista estava preso. No capítulo 3 deste Evangelho, há uma descrição de quando ele batizou Jesus, e que Deus reconhece Jesus como seu filho bem amado. Portanto, João Batista já conhecia Jesus e o havia identificado como o Messias prometido.

Por que João Batista, mais tarde, fica em dúvida se Jesus era de fato o Messias esperado? Não podemos saber com certeza. Talvez por saber que a sua missão era a de preparar o caminho para o Messias o deixasse em dúvida, pois se estava preso não poderia ajudar Jesus. Mas a sua missão já havia se cumprido, embora ele não soubesse disso.

No Antigo Testamento, existem descrições das coisas que seriam esperadas do Messias. Jesus sabia que, quando os discípulos de João Batista descrevessem o que estava acontecendo, não haveria mais lugar para as dúvidas. O livro do profeta Isaías dá muitos detalhes do Messias.

Não podemos esquecer que o objetivo principal do narrador deste evangelho (Mateus) é demonstrar que Jesus era o Messias prometido. Por isso ele se atém aos detalhes que visam confirmar essa identidade.




segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Mateus 10, 40-42

Evangelho segundo Mateus


Capítulo 10


Versículo 40: Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou.

Versículo 41: Quem recebe um profeta em qualidade de profeta, receberá galardão de profeta; e quem recebe um justo em qualidade de justo, receberá galardão de justo.

Versículo 42: E qualquer que tiver dado só que seja um copo d'água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.

Vocabulário


Galardão: recompensa por serviços valiosos.

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Em todo o capítulo 10, Jesus orienta os seus apóstolos antes de os enviar para pregarem o Evangelho. Para finalizar essas instruções, Ele fala que quem recebesse um de seus enviados seria como se estivesse recebendo a Ele próprio, e quem o recebesse seria como estivesse recebendo Aquele que o enviou (Deus).

Nos dias de hoje, não temos mais a felicidade do contato direto com os apóstolos de Jesus, mas podemos ter contato com os seus sucessores, aqueles que se encarregam de manter a mensagem do Evangelho viva. No entanto, podemos confundir um verdadeiro profeta (profeta é aquele que prega a palavra de Deus) com um falso. Como saber a diferença?

Um verdadeiro profeta não obtém lucro financeiro com a divulgação da palavra de Deus, pois não está divulgando um trabalho de sua autoria. Apenas reproduz o que já foi feito e dito por Jesus. Lembremo-nos do que Jesus falou: de graça recebeste, de graça dai. Deus não cobrou para nos enviar Jesus e a Sua mensagem. Assim, não temos o direito de cobrar por a estar divulgando. Também aquele que prega a palavra de Deus, embora seja apenas humano e, portanto, passível de falhas, não pode ter um comportamento que choque as pessoas, ou seja, não pode pregar uma coisa e fazer outra.

Principalmente ele não pode se tornar refém da vaidade nem do orgulho, pois a mensagem que ele divulga é de Deus, não sua. Não há motivo de se sentir envaidecido por algo que não fez. É como se o carteiro se vangloriasse das cartas que entrega!

Disse também Jesus que pelos frutos se reconhece uma árvore. Este também é um bom critério para se saber o grau de confiabilidade de uma pessoa. Sobretudo, devemos observar suas atitudes mais que suas palavras.

Embora tenhamos ainda muitos defeitos a serem corrigidos, todos nós, munidos de boa vontade, temos condições de nos tornar seguidores de Jesus. Para isso, vamos nos propor a estudar as orientações que Ele nos deixou e acima de tudo as colocar em prática.



sábado, 23 de novembro de 2013

Mateus 10, 34-39

Evangelho segundo Mateus


Capítulo 10


Versículo 34: Não cuideis que vim trazer a paz a à terra; não vim trazer paz, mas espada.

Versículo 35: Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra;

Versículo 36: E assim os inimigos do homem serão os seus familiares.

Versículo 37: Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.

Versículo 38: E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.

Versículo 39: Quem achar a sua vida perde-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á.

Vocabulário


Dissensão: falta de concordância a respeito de (algo), discrepância.

Comentários

Jesus, como trazia uma nova mensagem que contrariava o que se pensava a respeito de Deus naquela época, sabia que o que dizia iria criar conflitos. Não seria possível ter um novo entendimento a respeito de Deus e continuar com os mesmos pensamentos de antes.

Com a profunda reforma moral que trazia, Jesus traria o conflito para dentro dos lares. Muitos acreditariam nEle e estariam dispostos a dar suas vidas como prova de fé. Outros não sairiam de sua zona de conforto, pois os hábitos das antigas regras e tradições estavam profundamente arraigados em seu íntimo.

Jesus reforça o primeiro mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas. É necessário que o amor a Deus seja maior do que o amor a qualquer outra criatura. Devemos profundo respeito a nossos pais, mas o amor a Deus deve ser maior do que o amor que temos a eles ou mesmo a nossos próprios filhos. Através do amor a Deus, nós conseguimos amar as outras pessoas, mas o contrário não é verdadeiro.

Quando Jesus fala que cada um deve tomar a sua cruz, Ele está dizendo que cada um tem que aceitar o que a vida lhe traz, sem reclamações. Tudo o que nos acontece tem um propósito. Por isso, não devemos ficar perguntando a Deus o porque de Ele ter permitido certas coisas em nossas vidas. Podemos não ter o que pedimos, mas sempre temos o que necessitamos.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Mateus 10, 32-33

Evangelho segundo Mateus


Capítulo 32: Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.

Versículo 33: Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus.

Comentários


Logo após a morte de Jesus, muitos judeus e gentios se converteram ao cristianismo. Não demorou muito para que tivesse início uma terrível perseguição aos convertidos, culminando muitas vezes em morte.

Hoje em dia, salvo raras exceções, uma pessoa não precisa mais ter medo de se declarar cristã. No entanto, a maioria de nós não faz isso. Por que? Essa é uma pergunta difícil de ser respondida. Não temos vergonha de falar abertamente da moda, dos últimos acontecimentos da novela (como se isso fosse de verdade!) e crimes de descalabros que são divulgados na televisão. No entanto, temos vergonha de falar de Deus, de levar uma palavra de consolo para quem está sem esperança.

Ao invés de cultivarmos nosso lado espiritual, nós temos vergonha dele. Achamos que devemos vivenciar nossa religiosidade apenas quando estamos sozinhos, escondidos, ou então em hora e local pré-determinado, nos templos religiosos.

Deus é um deus dos vivos, cheio de alegria e plenitude. Não deve ser colocado de lado em nossas vidas. Ele tem planos maravilhosos para nós, quer fazer parte da nossa vida e transformar cada dia numa grande celebração. Não O relegue ao segundo plano. Ele é a razão de estarmos vivos.

Vale salientar que Jesus se refere sempre a Deus como "meu Pai, que está nos céus". Assim Ele deixa bem claro que é uma pessoa diferente de Deus, pois é o seu filho. Não são a mesma pessoa. Um é o Criador (Deus), o outro a Criatura (Jesus).