domingo, 30 de julho de 2017

Lucas 6.17-19

Evangelho segundo Lucas


Capítulo 6


Versículo 17: Então, desceu Jesus com os apóstolos e parou num lugar plano. Estavam ali reunidos muitos dos seus discípulos, e uma enorme multidão vinda de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidom,

Versículo 18: pessoas que vieram para serem ensinadas por Ele e curadas de suas doenças. Aqueles que eram atormentados por espíritos impuros foram curados,

Versículo 19: e cada pessoa da multidão procurava tocar nele, pois dele emanava poder que curava a todos.

Jesus tinha escolhido Seus doze apóstolos dentre os que eram Seus discípulos.
Discípulo: aprendiz, aluno receptivo a ensinamentos.
Apóstolo: cada um dos doze discípulos de Jesus encarregados de difundir a palavra de Deus.

Assim, Jesus tinha numerosos discípulos, que eram pessoas que O acompanhavam e que eram por Ele ensinadas. Destes, Jesus escolheu doze para serem Seus apóstolos; eles teriam um convívio mais íntimo com Jesus, compartilhando o dia a dia, e receberiam ensinamentos mais aprofundados.

Temos uma multidão que estava em volta de Jesus. Essas pessoas procuravam várias coisas:
- ensinamentos: a religião, na época de Jesus, era ensinada de maneira burocrática, restringindo-se ao cumprimento de uma série de regras. Perdeu-se o foco, que seria aproximar o homem de Deus;
- cura de doenças: a medicina daquela época estava apenas engatinhando, e além disso só estava acessível a quem pudesse pagar por ela, o que custava muito caro. Uma pessoa que curasse de verdade era um achado e tanto;
- desobsessão: pessoas atormentadas por espíritos não é uma novidade inventada pelo Espiritismo. O Evangelho está repleto de relatos sobre isso. Jesus tinha o poder de curar todos os processos obsessivos.

As pessoas percebiam a imensa energia que emanava de Jesus, e que essa energia tinha o poder de curar. De onde vinha essa energia? Da imensa evolução espiritual de Jesus, inigualável até hoje. Mas sobretudo do amor imenso que ele sentia pelas pessoas. Foi devido a esse amor que Jesus decidiu encarnar e ensinar às pessoas como se aproximarem de Deus. Foi também por causa desse amor que Ele curou tanto as doenças espirituais quanto as físicas. E foi o amor que Ele veio ensinar. Segundo Suas palavras, todas as leis e todos os ensinamentos dos profetas poderiam ser resumidos no amor: a Deus e ao próximo.

Como nós somos seres imperfeitos, mas rumando à perfeição, ainda precisamos estudar muito para compreender o amor, e nos esforçarmos todos os dias para o praticar. Jesus simplesmente viveu o amor.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Lucas 6.12-16

Evangelho segundo Lucas


Capítulo 6


Versículo 12: E ocorreu naquela ocasião que Jesus se retirou para um monte a fim de orar, e atravessou toda a noite em oração a Deus.

Antes de um momento importante, Jesus se retirava para orar. Vemos essa descrição em muitos trechos dos Evangelhos.

Jesus orava a Deus antes de se decidir. Nós fazemos o contrário: tomamos geralmente uma decisão de maneira apressada. Quando não dá certo, rezamos e pedimos a ajuda de Deus.

Se quisermos ter melhoras em nossas vidas, evitando aborrecimentos, devemos aprender com Jesus: orarmos antes de nos decidirmos, pedindo a Deus que nos dê uma direção. E o mais importante: aceitarmos o direcionamento dado por Ele.

Versículo 13: Logo ao nascer do dia, convocou seus discípulos e escolheu dentre eles doze, a quem também designou como apóstolos.

Discípulo: aprendiz, aluno receptivo a ensinamentos.
Apóstolo: alguém que recebeu comissão e autoridade explícitos daquele que o enviou todavia sem o poder para transferir seus atributos a outra pessoa. Enviado para uma missão específica.

A descrição deste Evangelho é um pouco diferente do que encontramos nos outros: Jesus tinha muitas pessoas que O seguiam e a quem ensinava, e destas pessoas escolheu doze para serem Seus apóstolos, os quais teriam um convívio mais próximo com Ele e receberiam ensinamentos mais profundos.

Os outros evangelhos dizem que Jesus escolheu Seus discípulos entre pescadores que encontrou.

Versículo 14: Simão, a quem deu o nome de Pedro; seu irmão André; Tiago; João; Filipe; Bartolomeu;

Versículo 15: Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu; Simão, conhecido como Zelote;

Versículo 16: Judas, filho de Tiago; e Judas Iscariotes, que se tornou traidor.

Os apóstolos nem sempre foram referidos nos textos por um único nome: Simão às vezes é chamado de Pedro ou Cefas; Mateus também era conhecido como Levi; acredita-se que Bartolomeu fosse um outro nome de Natanael; Judas, filho de Tiago, também era chamado de Tadeu.

Fica a mensagem de Jesus: antes de tomarmos uma decisão importante, devemos procurar um local tranquilo, isolado e nos colocarmos em oração. Sentiremos uma profunda mudança em nossas vidas a partir do momento que fizermos isso: orar antes, e não depois de nos decidirmos.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Lucas 6.6-11

Evangelho segundo Lucas


Capítulo 6


Versículo 6: Num outro sábado, Ele entrou na sinagoga e iniciou o seu ensino; e estava ali um homem cuja mão direita era atrofiada.

Versículo 7: Os doutores da Lei e os fariseus estavam ávidos para achar algum motivo pelo qual pudessem acusar Jesus; e por isso o observavam com toda a atenção, a fim de perceber se Ele o havia de curar durante o sábado.

Segundo a lei de Moisés, eram proibidas atividades no sábado (que começava no anoitecer da sexta-feira e ia até o anoitecer do sábado). Os líderes religiosos argumentavam que curar alguém era praticar a medicina e, portanto, proibido no sábado. Para eles, era mais importante o cumprimento da lei do que o alívio do sofrimento de uma pessoa.

Versículo 8: Todavia, Jesus tinha conhecimento do que eles pensavam, mesmo assim pediu ao homem da mão atrofiada: "Levanta-te, vem à frente e permanece em pé aqui no meio." E o homem se levantou a atendeu a Ele.

Enquanto os fariseus faziam tudo às ocultas, esgueirando-se para onde Jesus ia a fim de O espionar, Jesus chamava o homem para o centro da sinagoga, onde todos poderiam ver o que estava acontecendo.

Versículo 9: Jesus então dirigiu-se a eles: "Eu vos apresento uma questão: O que é permitido realizar no sábado: o bem ou o mal? Salvar uma vida ou destruí-la?"

Jesus queria fazer com que as pessoas presentes refletissem sobre o significado de cumprir as leis. Ele queria mostrar que as leis eram importantes apenas para indicar o caminho até Deus, e que o importante era o relacionamento com Deus, e não as leis.

Ele pergunta o que era importante: fazer o bem, curando uma pessoa, ou fazer o mal ao cumprir uma lei criada pelos homens.

Versículo 10: E Jesus olha atentamente para cada um dos que estão à sua volta e ordena ao homem: "Estende a tua mão!" O homem a estendeu, e ela foi instantaneamente restaurada.

Versículo 11: Contudo, eles ficaram enraivecidos e começaram a tramar entre si sobre que fim dariam a Jesus.

Aquelas pessoas estavam num local sagrado, onde eram ensinadas as leis de Deus, e tinham acabado de presenciar um homem ser curado. Entretanto, a única coisa que lhes interessava era dizer que Jesus não podia curar num sábado!

Ninguém parecia notar o quanto era extraordinário o que Jesus dizia, nem as curas que realizava. Só merecia atenção se Ele curaria num sábado ou não.

E essas pessoas, os doutores da lei, encarregados de ensinar o povo sobre as leia de Deus, num local sagrado procuram uma maneira de matar Jesus, pois Ele não respeitava as leis que os homens tinham criado! Isso tudo é um completo absurdo!

Precisamos ter cuidado para que isso não continue a acontecer nos dias de hoje. Discussões religiosas inúteis não são muito diferentes do que os fariseus fizeram na época de Jesus.


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Lucas 6.1-5

Evangelho segundo Lucas


Capítulo 6


Versículo 1: Em um certo dia de sábado, enquanto Jesus caminhava pelos campos, onde se plantavam cereais, seus discípulos começaram a colher e a debulhar espigas com as mãos, e se alimentavam dos grãos.

Segundo a lei mosaica, temos: "Quando entrares na plantação de trigo do teu próximo poderás colher as espigas com a mão, mas não uses a foice para ceifar o trigo do teu próximo" (Dt 23.25). Assim, a lei permitia que as pessoas que estivessem passando por uma plantação pudesse colher alguma coisa para matar a fome.

Pela tradição legalista judaica, seguida pelos fariseus, eram proibidas 39 atividades no sábado, sendo a colheita uma delas. Os fariseus foram mais longe, e descreveram os diferentes tipos de colheita que poderiam ou não ser feitas.

Assim, os discípulos de Jesus não infringiram nem a lei sobre colher no campo de outra pessoa, nem a que proibia atividades no sábado. Embora violassem as leis dos fariseus, não violaram as leis de Moisés.

Versículo 2: Foi quando alguns dos fariseus os inquiriu: "Por que fazeis o que não é permitido durante o sábado?"

Os fariseus se mostravam tão preocupados com o cumprimento das regras que eles próprios criaram que se esqueceram de que a Lei era apenas uma maneira de ensinar o homem a se relacionar com Deus. Não era uma meta a ser atingida, mas um meio para se chegar a um determinado fim.

Versículo 3: Então Jesus os questionou: "Nem ao menos tendes lido o que fez Davi, quando teve fome, ele e os seus companheiros?

Versículo 4 : Pois ele entrou na casa de Deus e, tomando os pães da Presença, alimentou-se do que apenas aos sacerdotes era permitido comer, e os entregou de igual modo aos seus amigos."

Toda semana, doze pães consagrados, que representavam as doze tribos de Israel, eram colocados em uma mesa no Templo. Eram os "pães da presença". Depois de serem distribuídos, os pães poderiam ser comidos apenas pelos sacerdotes.

No episódio citado por Jesus, Davi e seus soldados, ao fugirem de Saul, entram no Templo para se esconderem, e comem os pães da proposta. A necessidade (fome) era mais importante do que as regras.

Versículo 5: E Jesus lhes asseverou: "O Filho do homem é Senhor do sábado!"

Jesus reforça a ideia de que as regras não são mais importantes do que o relacionamento pessoal com Deus.

domingo, 28 de maio de 2017

Lucas 5.33-39

Evangelho segundo Lucas


Capítulo 5


Versículo 33: Em seguida eles lhes observaram: "Os discípulos de João jejuam e oram com grande frequência, assim como os discípulos dos fariseus; no entanto, os teus vivem comendo e bebendo."

Jesus estava em um banquete oferecido por Levi, também conhecido como Mateus (um dos doze discípulos de Jesus e autor do primeiro Evangelho). Lá, os escribas e fariseus O haviam criticado porque estava em companhia de publicanos (coletores de impostos).

Não contentes com a crítica a Jesus, os fariseus e os escribas também criticaram os discípulos de Jesus, pois eles não agiam da mesma maneira que os discípulos de João Batista.

Versículo 34: Jesus então lhes propôs: "Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento enquanto está com eles o próprio noivo?

Versículo 35: Contudo, dias virão em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, verdadeiramente jejuarão."

Jesus explica que Seus discípulos não devem se entristecer, pois Ele está presente. Depois de Sua morte, eles irão enfrentar tristeza e dificuldades, e aí jejuarão.

Versículo 36: E lhes acrescentou essa parábola para pensar: "Ninguém tira um remendo de roupa nova e o costura sobre roupa velha; se o fizer, certamente estragará a roupa nova; e, além disso, o remendo novo jamais se ajustará à roupa velha.

Jesus era a "roupa nova", pois trazia uma nova maneira do homem se relacionar com Deus.

Não se deve cortar uma roupa nova para remendar uma velha. Não adianta tentarmos colocar uma parte dos ensinamentos de Jesus ("remendo de roupa nova") numa "roupa velha" (antigas tradições), pois estaremos mutilando a roupa nova (os ensinamentos de Jesus), e deformando a "roupa velha", pois o "remendo novo" não vai se adaptar às velhas estruturas.

Jesus diz que ele é a "roupa nova", ou seja, trazia a nova maneira de o homem se relacionar com Deus. O judaísmo era a "roupa velha", que trazia a maneira antiga desse relacionamento se estabelecer. Ele afirma que não poderia mutilar os Seus ensinamentos para que eles se adequassem às antigas tradições.

Versículo 37: Da mesma maneira, não há alguém que coloque vinho novo em um recipiente de couro velho. Ora, se o fizer, o vinho novo, ao fermentar, arrebentará o recipiente, se derramará e danificará o recipiente onde fora colocado.

Versículo 38: Ao contrário! O vinho novo deve ser posto em um recipiente de couro novo.

Versículo 39: Pois pessoa alguma, depois de beber o vinho velho, prefere o novo; porquanto se dia: "o vinho velho é bom o suficiente."

O vinho novo era colocado em recipientes de couro para fermentar. Ao fermentar, produzia gases, o que fazia com que seu volume aumentasse, dilatando o recipiente. Se o vinho novo fosse colocado em um recipiente de couro velho, que tem uma capacidade muito limitada de se dilatar, acabaria por romper o couro, destruindo-o.

Assim também os ensinamentos de Jesus não podem ser colocados numa estrutura religiosa rígida, pois naturalmente vão se expandir, e se a estrutura onde estiverem não for flexível o suficiente, acabará por ser destruída.

O Espiritismo deve ter uma estrutura bastante flexível, que se adapte constantemente à evolução do homem. A nossa cultura já não é a mesma que a da época em que Kardec a codificou. Pequenas adaptações são feitas constantemente, embora os fundamentos permaneçam os mesmos.

Jesus alerta para o fato de as pessoas que estão acostumadas com "vinho velho" (antigas tradições) não aceitarem o "vinho novo", pois dizem que o vinho velho é sempre melhor. Isso pode ser verdadeiro para vinhos, mas não para o ensinamento vivo de Jesus.

Vemos pessoas acostumadas a antigas estruturas religiosas e que querem introduzir essas estruturas no Espiritismo. Isso não faz sentido, pois o Espiritismo veio para retomar o sentido original dos ensinamentos de Jesus, não para reforçar ideias equivocadas. Por isso, não temos cerimônias no Espiritismo.

sábado, 13 de maio de 2017

Lucas 5.29-32

Evangelho segundo Lucas


Capítulo 5


Versículo 29: Então Levi ofereceu a Jesus uma grande festa em sua casa; e uma multidão de publicanos e de outras pessoas estava à mesa comendo com eles.

Levi, também conhecido por Mateus (autor do primeiro Evangelho) era um publicano (cobrador de impostos do Império Romano). Na época, os judeus estavam sob o domínio do Império Romano, que cobrava impostos do povo dominado. Levi, como muitos outros, era um judeu que estava a serviço dos romanos. Além de cobrar os impostos devidos, que já era suficiente para causar ódio aos judeus que tinham que pagar aos romanos que invadiram suas terras, os cobradores exigiam o pagamento de muito mais do que seria o correto, e com isso esses cobradores enriqueciam a olhos vistos, pois embolsavam o que cobravam a mais. Esses cobradores também representavam uma traição ao seu próprio povo, pois estavam a serviço do Governo que subjugava seu próprio povo. Em consequência disso, "publicano" era sinônimo de pessoa de atitude reprovável, e os judeus evitavam o contato com eles.

Jesus viu Levi na coletoria (repartição pública onde os impostos eram arrecadados) e o chamou. Imediatamente Levi abandonou tudo para seguir Jesus. Além disso, deu uma festa para comemorar, mostrando aos antigos colegas de profissão e a amigos o quanto estava contente em ter encontrado Jesus.

Versículo 30: Os fariseus e seus escribas reclamaram dos discípulos de Jesus: "Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores?"

Fariseus: mestres da Lei de Moisés. Denominavam-se "guardiões da Lei" e pregavam que suas tradições e interpretações eram tão importantes quanto as Escrituras Sagradas. Esses religiosos tinham um zelo excessivo pelo cumprimento das regras.

Escribas: pessoas hábeis na arte da escrita. Eram responsáveis pelo estudo, interpretação e ensino da Lei e das tradições judaicas. A maioria era do partido dos fariseus.

Como se achavam "puros", os fariseus e seus seguidores não se misturavam com pessoas consideradas "impuras", pois temiam se contaminar. Por isso, não aceitavam que Jesus e Seus discípulos estivessem comendo com pecadores.

Versículo 30: Ao que Jesus lhes ponderou: "Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os enfermos.

Versículo 31: Eu não vim para convocar os justos, mas sim para chamar os pecadores ao arrependimento."

Jesus veio para todo aquele que precisa de ajuda. Ele não pede a perfeição de Seus seguidores, pois sabe que isso não é possível. São pessoas que se sentem infelizes, atormentadas, que precisam de ajuda.

Entretanto, depois que a pessoa entende a sua necessidade de seguir os ensinamentos de Jesus, que decide mudar sua vida, ela não precisa continuar com aspecto entristecido. É muito comum as pessoas acreditarem que, para serem consideradas boas seguidoras de Jesus, precisem ter uma cara séria, não demonstrando alegria.

O maior ensinamento de Jesus é o amor. E o amor é sempre alegre. Não devemos nos privar da oportunidade de demonstrarmos o quanto estamos felizes em seguir os ensinamentos de Jesus.

Jesus é fonte permanente de alegria. O amor que teve por nós transborda até hoje. Seu olhar amoroso nos segue onde quer que possamos ir. Vamos demonstrar essa alegria em ter Jesus no coração. Um sorriso no rosto, uma palavra amiga e acolhedora, uma atitude de carinho e consideração: são essas as atitudes de um verdadeiro espírita, que demonstra o quanto está feliz em servir a Jesus.

Cara fechada, silêncio, poucas palavras não significam seriedade e compromisso com Jesus. Significam apenas que a pessoa não está feliz.

Então, ao acordarmos, todos os dias, vamos agradecer por Deus nos ter dado mais uma oportunidade de fazer o que precisamos fazer, sendo hoje melhores do que fomos ontem. Não perfeitos, apenas melhores.


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Lucas 5.27-28

Evangelho segundo Lucas


Capítulo 5


Versículo 27: Passados estes eventos, saindo Jesus, encontrou-se com um publicano, chamado Levi, sentado à mesa da coletoria, e o convocou: "Segue-me!"

Jesus estava morando em Cafarnaum, onde ensinava sobre as Boas Novas (significado da palavra "evangelho") e curava. Ele curou um paralítico e declarou que havia perdoado os pecados dele. Isso causou grande comoção nos doutores da Lei que estavam presentes, que acusaram Jesus de blasfêmia, pois só Deus podia perdoar os pecados.

Na época, a blasfêmia (enunciado ou palavra que insulta a divindade, a religião ou o que é considerado sagrado) era um crime cuja punição era a morte.

Jesus se declarou filho de Deus, confirmando que Deus é o Pai, o Criador, e um Ser distinto, não o próprio Jesus. Disse que Deus tinha dado a Ele a autoridade para perdoar os pecados.

O Espiritismo tem um conceito que é muito importante: não acredita que Jesus seja Deus. Deus é o Pai, o Criador. Jesus é Seu filho amado. Em nenhum momento Jesus declarou que era o próprio Deus; sempre deixou claro Sua condição de filho.

Quando Jesus saiu da casa onde estivera (e tinha curado o paralítico), encontrou-se com um publicano (que era um cobrador de impostos do império romano).

Na época de Jesus, os judeus estavam sob o domínio do império romano. Além da submissão política, os romanos cobravam pesados impostos dos judeus. Os cobradores de impostos, além de serem odiados pelos judeus, pois representavam os dominadores, também eram mal-vistos porque muitas vezes cobravam muito mais do que era devido, e embolsavam esse dinheiro. Além disso, eram considerados traidores, pois eram judeus a serviço dos romanos.

A coletoria era uma repartição pública onde os impostos eram arrecadados. Era, portanto, o local de trabalho de Levi (também conhecido por Mateus, e autor de outro evangelho).

Devido à má fama dos publicanos, os judeus evitavam até mesmo entrar em contato com eles. Jesus vê Levi e o chama. Isso mostra que podemos encontrar pessoas espiritualmente preparadas em qualquer lugar, não só naqueles tidos como "santos".

Levi, assim como os outros discípulos de Jesus, estava preparado espiritualmente para exercer a sua missão. O fato de ser um publicano não o impediu de fazer o que veio fazer.

Versículo 28: Levi levantou-se, abandonou tudo e seguiu a Jesus.

Levi tinha uma profissão que fazia com que ganhasse muito dinheiro. Entretanto, ao ser chamado por Jesus, abandonou tudo para O seguir.

Não importa o que fomos antes de recebermos o chamado de Jesus. O importante é que, depois disso, podemos deixar tudo para trás para O seguir. O "deixar tudo para trás" não se refere a bens materiais, mas sim antigas maneiras de pensar e agir. Jesus veio para trazer uma profunda mudança na maneira com que encaramos a vida. Essa mudança não vai ser conseguida num passe de mágica, ela vai demandar um esforço contínuo durante muitas existências.

Devemos nos esforçar por estudar os ensinamentos de Jesus todos os dias, meditar sobre eles e como colocá-los em prática. Só assim a mudança se concretizará.

A evolução espiritual é algo que cada um deve se esforçar para conseguir. É algo pessoal e intransferível. Cada um precisa abrir essa porta, que só pode ser aberta de dentro para fora, para deixar que Jesus entre em sua vida.

Não podemos "terceirizar" a obtenção do conhecimento. Outras pessoas podem até facilitar o acesso ao conhecimento, mas não podemos fazer com que outros os obtenham para nós. Por isso Jesus nos disse para batermos à porta, que ela se abriria. Bom estudo a todos nós.